Civil prende dois dos que estavam trocando tiros no João XXIII



Itabira/MG - A Policia Civil e a Justiça deram uma resposta rápida para a sociedade quanto aos homens que estavam fazendo dos bairros João XXIII e Santa Ruth, uma verdadeira praça de guerra.
Após dois dias de tiros em residências -que colocavam em risco a vida de terceiros- o Delegado Thiago Pacheco da Policia Civil solicitou à Justiça um mandado de prisão em desfavor de Ricardo Souza Rocha, 19 anos, e seu irmão, Raimundo de Souza Rocha “Thaí”, 27.
O delegado informou que a dupla vem atrapalhando as investigações nos crimes em que eles configuram como suspeitos e investigados, e estariam também intimidando as testemunhas arroladas nas investigações.
Nos dias 17, 18 e madrugada de 19 de janeiro, duas casas foram alvejadas pelos tiros: uma delas a da família da dona de casa Silvana Santos da Silva, 41 anos. O último tiroteio, e mais intenso, foi na casa da mãe dos irmãos Ricardo e Raimundo. De acordo com a policia existe uma rixa entre as partes, e este seria o motivo da troca de tiros.
Um fato que chamou a atenção da nossa reportagem quando estavamos na delegacia, é que Silvana Silva foi uma das testemunhas importantes em um dos crimes -considerado como o mais violento nos últimos dez anos em Itabira e que chocou a população- o conhecido “Crime do Porta malas”. Neste crime, o jovem mecânico, Henrique, foi carbonizado vivo dentro do porta-malas do próprio carro, um Chevette, no CDI em Itabira.
O delegado disse não ver ligação nos disparos de arma de fogo e tentativa de morte com o caso do porta-malas, pois já foi relatado e virou processo com a condenação de dois menores de idade e absolvição de um maior. Mas o delegado reafirmou que "os dois irmãos presos vêm atrapalhando as investigações de outros crimes onde são arrolados como investigados".
Buscas: Durante a tarde a Policia Civil ainda cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas casas dos envolvidos e suspeitos.
Nenhuma arma de fogo foi localizada -mesmo sendo arrecadado pela pericia na noite dos disparos cápsulas de calibres 38 e PT380. Foram localizados também vários maços de cigarros que estavam em uma das casas. Como não havia nota fiscal do produto, nem os moradores souberam informar de que forma ele foi adquirido, os investigadores apreenderam todo o material que foi levado para a delegacia de Policia Civil no bairro Campestre.

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