Homem morto após linchamento por populares pode ser inocente, diz polícia

A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que o desempregado de 29 anos, morto a pauladas e pedradas por moradores da região do Campo Grande, não seja o autor dos estupros de mulheres no Jardim Rossim e Jardim Florence. Edicarlos Geraldine da Rocha morreu após ser linchado por cerca de 300 pessoas na noite de domingo (8) às margens do Rio Capivari.  As vítimas dos estupros foram violentadas embaixo de uma ponte, que fica ao lado do local da agressão e os moradores defendem que o desempregado seria o estuprador. Mas o delegado do setor de homicídos de Campinas, Rui Pegolo, afirma que não existem provas contra o homem morto.

"A população, infelizmente, quer fazer justiça com as próprias mãos e vai acabar cometendo um crime. Ontem (domingo) pode ter ocorrido um erro e mataram a pessoa errada. Nós estamos trabalhando com essa hipótese", disse Pegolo. Edicarlos Geraldine da Rocha não tinha passagem pela polícia.
Os casos de estupro devem ser investigados pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), mas segundo a delegada Cássia Jackeline Senteio Afonso, nenhum boletim de ocorrência sobre os casos no Jardim Rossim e Jardim Florence foi registrado este ano. Ela pede que as vítimas procurem a delegacia para que as investigações sejam abertas.

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