Maconha permitida, mas para poucos


O governo holandês vai enrijecer a partir deste mês a regra que controla os estabelecimentos onde é permitido consumir maconha, os “coffeeshops”. Durante décadas, esses locais foram uma atração para os turistas e passam a ser vetados aos visitantes.
Os “coffeeshops” serão obrigados a se transformar em clubes fechados com no máximo 2 mil membros. Eles serão abertos somente a holandeses ou estrangeiros residentes no país. Contrariados, os proprietários entendem que a medida pode levá-los à falência.
O Ministério da Justiça determinou que a norma será aplicada em maio para as três províncias do sul (vizinhas à Bélgica e à Alemanha). Em 2013, a nova regra vale para todo o território nacional.
Os grupos contrários à decisão alegam que esse é um ataque à privacidade e discrimina os estrangeiros. Além disso, existe o receio de que se abra o circuito ilegal da venda de entorpecentes.
O regulamento dos “coffeeshops” são regulamentados desde 1976. Na última década, a quantidade de estabelecimentos desse tipo recuou de 1500 para 660. Para alguns analistas, o modelo holandês era exemplo de controle sobre o uso da droga e redução do tráfico ilegal. A norma, no entanto, manteve ilegal a produção de maconha. 

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