Mecânico é acionado por “cliente” e é assassinado

Profissional recebeu telefonema e saiu de casa na noite de domingo. Foi encontrado morto já na madrugada desta segunda-feira, na BR-381 

FABRICIANO – O assassinato do mecânico Albertino Mendes Ferreira, de 48 anos, é um mistério para amigos e familiares. Na madrugada desta segunda-feira (16), ele foi encontrado morto no Anel Rodoviário da BR-381, na região do Bairro Amaro Lanari, em Coronel Fabriciano. Horas antes, ainda na noite de domingo (15), Albertino recebeu um telefonema de um suposto cliente, que alegava que seu carro havia apresentado problemas, e saiu de casa. As primeiras informações acerca do crime foram colhidas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O caso, agora, é investigado pela Polícia Civil. 

 


Albertino tinha ferimentos nas costas, cabeça e peito


O cadáver do mecânico foi localizado por agentes da PRF. A perícia da Polícia Civil compareceu ao local e a vítima, que ainda não havia sido identificada, foi devidamente reconhecida, sendo o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ipatinga. Albertino tinha ferimentos nas costas, cabeça e peito.
O mecânico morava na Rua Maringá, no Bairro Amaro Lanari. Sua filha, Silvana Mendes Ferreira, estava revoltada e ainda muito confusa. “O que a gente quer é justiça. Não sabemos o que realmente aconteceu, o que foi dito e o que não dito. A família está toda em choque, inclusive minha mãe ainda nem sabe da morte”, comentou Silvana na manhã desta segunda-feira. Ela falou sobre as horas que antecederam a homicídio do pai. “Ligaram pedindo socorro, pois ele era mecânico. Só que eu não estava presente na hora que isso aconteceu e não sei bem como tudo se sucedeu. Meu pai saiu de casa em seu carro, mas ouvi falar que ainda não encontraram as chaves do veículo e nem o aparelho celular dele”, revelou a filha. 

Ficha limpa
Albertino não possuía antecedentes criminais e, segundo sua família, também não tinha rixas. No entanto, já teria se desentendido com alguns dos irmãos, conforme afirmou Silvana. 
“A minha tia falou que meu pai saiu de casa por volta 20h30 deste domingo para atender o tal cliente. Minha avó chegou da igreja e falou que não o encontrou. Dizem que saiu sozinho no carro dele para socorrer alguém, mas ainda não sabemos exatamente como tudo aconteceu”, reforçou a filha, para completar: “Meu pai morava com a minha avó e mãe dele nos fundos de uma casa lá na Rua Maringá. Não sei informar se ele estava devendo alguém. Conversava muito com ele, mas nós não nos aprofundávamos nos assuntos. Ele não se queixava de nada”. 
Ainda conforme Silvana, o mecânico era uma pessoa espontânea e brincalhona. “Meu filho brincou tanto ele neste domingo, no final da manhã, que parece que eu estava vindo me despedir do meu pai. Eu quero é justiça! Eu quero ajuda, pois nunca mais vou ver meu pai”, desabafou a filha, muito emocionada e chorando copiosamente. 
Informações que levem à identificação e prisão das pessoas que mataram Albertino podem ser passadas à polícia através do disque-denúncia unificado, o 181.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários deixados no site são de inteira responsabilidade de quem escreve e as publica. Isentando assim de responsabilidade o autor/editor do site. Portanto, tenha responsabilidade com seu comentário!