PM quer posicionamento do governo no caso do militar morto por policiais civis


As entidades de Classe dos Militares Estaduais vão se encontrar com o procurador-geral da Justiça, na próxima quarta-feira, para pedir que um promotor acompanhe as investigações sobre a morte do sargento do Grupamento de Ações Táticas (Gate), assasinado a tiros por policiais civis em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nessa quinta-feira, as entidades se reuniram no Clube de Cabos e Soldados, junto com deputados e vereadores, e fizeram uma carta aberta para cobrar um posicionamento do governo em relação ao caso.
“Nós acreditamos que esse fato foi uma execução. Não há como falar que é legitima defesa se eram quatro caras contra um. O policial militar tomou sete tiros, sendo três na cabeça, e sequer foi socorrido. Queremos que o governo tome uma atitude”, afirma o vereador Cabo Júlio (PMDB), que esteve no encontro. 
Segundo o boletim de ocorrência, o sargento do Gate, Rafael Augusto dos Reis Rezende, de 23 anos, foi assassinado a tiros na madrugada do último domingo, durante uma festa em um clube de Esmeraldas. Quatro policiais civis abordaram o militar, após receberem uma denúncia de que ele estaria portando uma arma.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, a abordagem resultou em uma troca de tiros. Na confusão, além da morte do militar, duas pessoas também ficaram feridas: o policial civil Davi Tiago dos Santos, 30 anos, e outro cidadão, não identificado, que estava próximo ao local. 

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