Polícia prende três suspeitos de terem matado o rapaz no Bairro Santa Ruth


Itabira/MG - Através de investigações a Polícia Civil chegou a três suspeitos de terem matado o desempregado Aisto Silva, de 23 anos, na noite de quinta-feira, 26 de janeiro, no Bairro Santa Ruth, em Itabira.
De acordo com a Polícia Civil, são eles Deivison Fernandes de Sousa; Silvânia Maria da Silva e Guilherme Henrique dos Santos, todos maiores de idade.
Segundo o delegado Juliano Alencar, que ratificou a prisão em flagrante, uma testemunha contou em detalhes de como aconteceu o crime.
De acordo com o delegado Juliano, a testemunha disse que Silvânia, conhecida como “Lia”, monitorava os passos de Aisto e passava as informações para Deivison, que pilotava uma motocicleta e carregava na garupa Guilherme Henrique, vulgo “Menor”, suspeito de ter efetuado os disparos contra a vítima.
O delegado contou ainda que a motivação do crime seria uma rixa entre facções rivais na região e que já houve duas residências atingidas por disparos, inclusive a residência da Silvânia. “Os autores foram presos e o único que sobrou da outra facção foi o Aisto, que foi morto nesta quinta-feira pela turma da Lia”, finalizou Juliano Alencar.
Na mesma noite em que ocorreu o crime, uma equipe da Polícia Civil, comandada pelo delegado Juliano Alencar e outra equipe da Polícia Militar detiveram os suspeitos, próximo ao local do crime. “Por pouco não foram liberados por falta de provas. Mas, uma testemunha não se calou e denunciou os suspeitos”, contou o delegado Juliano.
Na delegacia, Deivison falou com a reportagem do NotíciasUai que está preso injustamente. Segundo ele, está com uma das mãos operada, não tendo condições de pilotar a motocicleta.
Deivison disse ainda que já cometeu um homicídio e que ele mesmo se apresentou “para não dar trabalho à polícia”, mas, que neste crime ele não tem envolvimento algum. Segundo ele, estava em um bar no momento do crime. “A sociedade é assim mesmo. Me coloca na rua e depois prende”, disse Deivison.
Já Guilherme Henrique, mais conhecido como “Menor”, disse que mesmo não tendo celular e nem relógio, ele pegou o ônibus de 21h40 e chegou no bar próximo ao local do fato. Às 21h55 comprou um maço de cigarros e que, em seguida, foi abordado pelos policiais falando que era ele o autor do homicídio de Aisto.
Segundo Guilherme, na realidade ele nem conhece a vítima e que no bairro João XXIII e Santa Ruth há várias pessoas que tem o apelido de “Menor” e que ele tem o hábito de sair do Bairro Barreiro, onde reside, para tomar cerveja no local onde foi abordado. Ele disse ainda que, mesmo não tendo celular ou relógio para olhar as horas, ele perguntou às pessoas que estavam no interior do estabelecimento.
Devido ao estado emocional de Silvânia, ela não foi entrevistada pela reportagem. Mas, segundo familiares da suspeita, ela disse que não tem nada a ver com o homicídio.
Hoje pela manhã uma moradora próxima ao local do crime entregou à Polícia Civil dois projéteis que serão analisados pela perícia, para saber qual o calibre da arma usada pelo atirador.
Por volta das 12hs os três suspeitos foram levados para o Presídio de Itabira, onde ficará à disposição da Justiça.
Toda investigação foi coordenada pelo inspetor Hélio, da Polícia Civil, juntamente com o delegado Juliano Alencar.

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