Polícia reconstitui crime

 IPATINGA - A Polícia Civil realizou na tarde de ontem (6), a reconstituição do crime ocorrido no dia 22 de dezembro do ano passado no bairro Veneza I. O ajudante de pedreiro Deivit Viega Pereira, 19 anos, foi morto a facadas dentro de um córrego que deságua no ribeirão Ipanema. 
A reconstituição do assassinato durou mais de uma hora. O adolescente de 17 anos acusado pelo crime chegou acompanhado da mãe em um carro da polícia. Além de confessar o crime, ele contou com riqueza de detalhes como matou o ajudante e disse que agiu em legítima defesa. 

"ESTUPRO"
Um investigador representou a vítima na encenação. A perícia reproduziu com fotos a versão apresentada pelo adolescente. O garoto contou à polícia que, no dia do fato, estava fumando maconha, junto com outros colegas, quando a vítima teria tentado estuprá-lo. 
O menor disse aos policiais que estava em uma ponte quando a vítima chegou por trás armado com uma faca, e para se defender, teria pegado a arma da mão do ajudante e desferido dois golpes contra ele. Os peritos registraram o momento em que a vítima, representada pelo policial, e o acusado caíram no córrego e entraram em luta corporal. Na cena, o menor mostrou aos policiais que continuou a golpear Deivit até acertá-lo no pescoço fatalmente. Uma caneta foi usada para figurar a faca utilizada no crime. A arma, segundo o adolescente, foi jogada no ribeirão Ipanema. 
A perícia concluiu que a vítima foi morta com 100 facadas, nas costas, costela, pescoço e rosto. 

ELUCIDAÇÃO

A reconstituição do crime foi uma determinação da delegada que investiga o caso, Lívia Ataíde, a fim de verificar o envolvimento de mais autores. A polícia agora irá comparar dois laudos: o de quando o corpo foi encontrado e o da reconstituição do homicídio, a fim de verificar se a versão do menor infrator condiz com a primeira versão do laudo pericial. "A gente ainda está com algumas dúvidas. Estamos apurando se teve outra pessoa envolvida, por causa de marcas e vestígios deixados no local do crime", relata a delegada. 
Se ficar confirmada de fato a participação do menor, ele pode ser encaminhado para um Centro de Internação para Adolescentes. Ipatinga ainda não possui uma destas instituições, as mais próximas são em Governador Valadares e Belo Horizonte. Caso ele consiga ser internado, ficará no Centro por até três anos, de acordo com a lei. 
Após a reconstituição do crime, o menor foi embora com a mãe.

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