Polícia GIT realiza intervenção no Presídio de Itabira e aprende celular, droga e chuço


Itabira/MG - Os agentes do Grupo de Intervenção Tática (GIT) do Presídio de Barão de Cocais, realizaram intervenção “Bate Cela” no Presídio de Itabira que culminou com a apreensão de um aparelho celular, dois chuços e uma bucha de maconha que estavam em poder de uma detenta.
Por volta das quatro horas da madrugada desta quarta-feira, 15 de fevereiro, em uma rua próxima ao presídio, houve a concentração dos Agentes Penitenciários, do GIT com o apoio da ROCCA (Rondas Ostensivas com Cães Adestrados) do 26ºBPM, para dar inicio a esta intervenção no Presídio de Itabira e realização de uma varredura minuciosa das celas e dos cerca de 240 presos ali recolhidos.
O agente do GIT/Barão, Frederico M. Silva, foi quem coordenou toda a ação chamada por ele de “Intervenção”. Ele trouxe da cidade de Barão de Cocais cerca de nove agentes que se juntaram aos 21 agentes de Itabira, e contaram com o apoio da equipe ROCCA/Itabira, composta por cinco militares comandados pelo Tenente Martins.
Por volta das quatro horas da madrugada todos se reuniram em uma rua próxima ao presídio, onde foram passadas instruções para aqueles que iriam participar da operação dentro da unidade prisional de Itabira.
Por volta das 6 horas da manhã, perfilados e usando coletes balísticos, escudos de proteção “transparente”, capacetes, alguns usando toucas ninja, tonfa e armamento de grosso calibre (escopeta com munição ante-motim), outros levando nas mãos dezenas de algemas, todos marcharam até a porta do Presídio onde foi aberto o portão principal, permitindo a entrada dos que iriam participar da operação naquela unidade prisional.
Assim, iniciando os trabalhos, os presos foram retirados das respectivas celas, e com algemas foram colocados no pátio interno do presídio. Foram retirados também colchões e roupas do interior das celas que foram vistoriadas. O procedimento foi realizado nas demais alas e na ala pertencente às mulheres, setor que fica separado dos homens.
Durante a revista, em poder de uma detenta, foi localizado uma bucha “cigarro” de um produto esverdeado e com odor semelhante a maconha. Diante ao fato foi dada voz de prisão a detenta -que mesmo estando no interior do presídio deve ser procedida a sua prisão e condução para a delegacia de Policia Civil para registro de boletim de ocorrência, sendo tomada as medidas cabivéis.
Em seguida foram prosseguidas buscas nas demais celas, onde os agentes do GIT obtiveram o saldo de um aparelho celular e dois chuços apreendidos; um deles confeccionado com cabo de vassoura [madeira] e outro com um pedaço de ferro cromado, ambos medindo no máximo 20 centímetros.
Todo o material arrecadado ficou sob responsabilidade do Diretor do Presídio, Alex Vitor, para as devidas providencias.
GIT: Frederico Silva disse à imprensa que a equipe Tática cumpriu o trabalho com louvor, agradecendo aos demais agentes e PMs que apoiaram nesta intervenção, reafirmando que a missão desta equipe de Barão de Cocais é esta, "realizar o trabalho para que possa ser retirado esse tipo de objeto dos presídio e atuar em apoio as demais unidades prisionais quando necessário e solicitado", finalizou.  
Diretor: O Diretor do Presídio de Itabira chegou a unidade prisional por volta das 7h 20min para acompanhar toda a ação naquela unidade de sua responsabilidade. Em conversa com a reportagem ele discordou do colega, dizendo que não foi uma “intervenção” e sim um “Bate Cela”, como é chamada a revista nas celas e pertences dos presos. Dizendo ainda que foi ele quem fez a solicitação via oficio na terça-feira à Superintendência de Segurança em Belo Horizonte, para que fosse realizado o "Bate Cela" devido a aproximação do Carnaval e o fato do presídio ser afastado do centro da cidade; também relatando que o efetivo atual da unidade é baixo para tal serviço. "Assim sendo solicitado apoio dos agentes e também dos PMs, para dar mais lisura na realização do serviço, aqui não escondemos nada", afirmou.
Em relação ao material encontrado, o diretor disse que nestes quatro meses em que esta à frente do presídio já foi realizado Bate Cela e encontrado cerca de 12 aparelhos celulares, e agora somente um aparelho, é clara indicação de diminuição. Ele ressaltou ainda que isso se dá pelo fato de ter separado os detentos albergados [que dormem no presídio e saem de dia] dos demais detentos que ficam trancados. "Já ouve caso de detento albergado trazer objeto introduzido dentro do corpo, o que dificulta a localização dos mesmos dentro do presídio", finalizou o diretor.
Em tempo: Na cidade de Barão de Cocais foi o GIT que deu apoio à Polícia Civil na condução do empresário Leandro Pessoa, que prestou depoimento sobre o homicídio do andarilho na BR-381.
AL/Michele

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