Salvador e região têm 20 homicídios nas últimas 12 horas


Quantidade é 50% maior que a somada no dia 27 de janeiro, última sexta. 
Último homicídio ocorreu pouco antes do fim da tarde, no bairro Liberdade.

Do G1 BA
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Polícia em greve na Bahia (Foto: Raul Spinassé/Agência A Tarde/AE)Parte da PM está em greve desde terça-feira
(Foto: Raul Spinassé/Agência A Tarde/AE)
No intervalo de 12h, entre as 7h e 19h desta sexta-feira (3), 20 pessoas foram vítimas de homicídios em Salvador e na região metropolitana. O número, registrado pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), é 50% maior do que foi somado no dia 27 de janeiro, última sexta-feira.
O caso mais recente ocorreu às 16h, na Liberdade, onde o corpo de um jovem de 22 anos foi encontrado na Rua Lima e Silva, a principal do bairro.
Durante a madrugada, a SSP-BA confirmou 17 mortes em um período de cerca de cinco horas, entre as 1h45 e as 6h41. Na quinta-feira (2), segundo dia após anúncio da greve, o órgão somou 14 homicídios. Já no dia 1°, primeiro dia do movimento, foram confirmadas oficialmente sete mortes decorrentes de crimes. 
Os casos registrados pela SSP nesta sexta-feira ocorreram nos bairros de Vila Canária, Bom Juá, Sete de Abril, Engomadeira, Pituaçu, Baixa do Fiscal, Jaguaripe e Ipitanga. Quatro corpos foram encontrados na região da Avenida Jorge Amado, no bairro de Pituaçu.
De acordo com as informações da polícia, por conta da proximidade em que os corpos foram encontrados, a primeira hipótese levantada pelos investigadores é a de que possa ter acontecido uma chacina no bairro. 
Já no bairro do Sete de Abril, uma mulher de 39 anos e um adolescente de 17 foram mortos na frente de casa. As primeiras informações da polícia dão conta de que se tratavam de mãe e filho, mortos por volta das 6h.
greve de parte dos PMs foi decretada na noite de terça-feira (31). A Secretaria de Segurança Pública estima que 1/3 do efetivo total, de 31 mil, esteja parado. Os policiais grevistas são vinculados à Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra), que organiza a mobilização, e desobedecem ordem judicial que determina retomada às atividades.

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