Inquérito da PM desmente agressão a fabricianense

Janete Araujo 

Natanael Alves de Abreu, de 25 anos, deu três versões diferentes da história
DA REDAÇÃO – O comandante da 12ª Região da Polícia Militar, Coronel Geraldo Henrique Guimarães Silva, enviou nota à imprensa na tarde desta sexta-feira (13), divulgando o resultado das investigações a respeito das graves denúncias de uma suposta agressão a um jovem fabricianense. De acordo com a nota, o comandante afirma ter concluído o IPM (Inquérito da Polícia Militar) e já ter remetido à Justiça Militar de Minas Gerais. Segundo a nota, as denúncias de agressão feitas por Natanael Alves de Abreu, de 25 anos, foram desmentidas através de exames médicos.

O procedimento investigatório foi realizado após a suposta vítima ter mudado diversas vezes de versão sobre o que realmente teria ocorrido. A nota afirma que todos os trabalhos foram acompanhados por representante do Ministério Público, de modo a se obter a verdade real dos fatos e as versões de Natanael teriam sido confrontadas com provas testemunhais e circunstanciais, que firmaram a convicção da inexistência de indícios da prática do crime de tortura.

O documento enviado pelo comandante ressalta que, uma das provas contundentes de que o jovem não teria sido agredido é o fato de ele ter sido submetido ao Exame de Corpo de Delito . No exame, um otorrinolaringologista, teria atestado “fissuras traumáticas na sua região perineal, produzidas por instrumento contundente”. Contudo, ao ser atendido por um médico urologista para a realização de outro exame mais detalhado, o médico disse não ter constatado qualquer lesão que fosse compatível com a descrita no laudo pericial, sendo detectado apenas uma irritação decorrente de um processo inflamatório pré-existente. A inflamação, proveniente de problemas de saúde, teriam sido confirmadas nos depoimentos do próprio Natanael, sua mãe e sua esposa. 

Outro ponto da nota ressalta que no dia 1° de março deste ano, policiais militares envolvidos na denúncia de tortura receberam ligações provenientes de um telefone público de BH sugerindo que eles participassem de um “esquema” envolvendo certa quantia em dinheiro, de modo que o senhor Natanael mudasse novamente sua versão dos fatos. Neste mesmo dia e horário, segundo a nota, o Delegado da PC, Daniel Araújo, que preside o Inquérito Policial encarregado de apurar a denúncia de tortura, teria sido visto nas imagens gravadas por uma câmera de vigilância instalada próxima ao suposto orelhão.A reportagem do jornal Vale do Aço tentou contatar o delegado Daniel Araújo por telefone para falar sobre o assunto, mas não teve êxito.

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