MEGA OPERAÇÃO - Reúne noventa policiais civis e militares

Vale do Aço - 12ª RPM
A palavra de ordem é combater a criminalidade na cidade, hoje com os índices mais altos no Vale do Aço
Noventa policiais integrantes das polícias Civil e Militar participaram da ação: objetivo é integrar as duas instituições    (Crédito: Gizelle Ferreira)

FABRICIANO – Uma megaoperação conjunta na manhã desta terça-feira (19) reuniu cerca de 90 policiais civis e militares de Coronel Fabriciano. Em quinze pontos da cidade foram realizadas blitzen, além de vistorias em ferros velhos e oficinas de carro. A ação marca a retomada de ações conjuntas das forças policiais no município.
Nas atividades foram utilizados os efetivos do Giro, Tático Móvel e Patran (Polícia de Trânsito), da Polícia Militar, comandados pelo Major Márcio, da 178ª Cia Especial da PM. Já a Polícia Civil designou detetives, vistoriadores, o ônibus da 12º Departamento de Polícia Civil e viaturas caracterizadas. O delegado Amaury Tomaz, de Fabriciano, participou ativamente das operações. O resultado da operação foi mais de 300 veículos fiscalizados, sendo dez apreendidos e um conduzido pelo crime de contrabando; e onze estabelecimentos entre ferros velhos e oficinas vistoriadas.
Durante as blitzen foram verificadas documentação dos veículos e motoristas. Pessoas em atitude suspeita também foram abordadas pelos policiais. Em uma delas, um adolescente conduzia uma motocicleta. Ele tentou enganar os oficiais ao parar a moto e bater palmas em uma casa, simulando estar chamando alguém. A PM e PC, desconfiadas da atitude, abordaram o menor e foi então que ele confessou que estava com a motocicleta de sua mãe. O veículo foi apreendido e rebocado pelo guincho ao pátio credenciado.
Num dos estabelecimentos fiscalizados pelas duas polícias foi encontrado um veículo com adulteração de chassis, situação que o proprietário do imóvel não soube explicar. Para o major Márcio, o resultado da operação não está somente nas atividades práticas realizadas nas ruas, mas no estreitamento das relações entre a Polícia Civil e Militar. “Consideramos um marco na cidade, porque isso é uma ação do governo, a integração entre as polícias Militar e Civil. Recebemos esta incumbência com muita satisfação e vamos colocar em prática, porque sabemos que sem a participação das duas polícias trabalhando conjuntamente não será possível dar uma resposta satisfatória que a comunidade merece e precisa”, pontua o major.

RETOMADA
O major Márcio relembra das épocas em que as polícias Civil e a Militar trabalhavam de forma integrada até mesmo antes da política de governo de integrar as ações das duas corporações. “O contingente que tinha aqui, tanto da PM como da Polícia Civil já trabalhava de forma integrada e fazia muitas operações conjuntas. Então, o que aconteceu hoje (ontem), é só mesmo o restabelecimento de uma ação que está abalada em decorrência de alguns episódios que tivemos aí no final do ano passado e início deste ano”, diz o major, acrescentando que a megaoperação de ontem é a primeira de muitas que ainda virão.

CRIMINALIDADE
O delegado Amaury Tomaz destaca que o principal objetivo da operação é mostrar para a sociedade que as polícias Militar e Civil irão reunir forças no sentido de combater a criminalidade no município, atualmente considerado como o que tem maior índice de criminalidade, levando em conta o número de habitantes. “Nós não vamos chegar no final do ano com a cidade ostentando índices de criminalidade altos. Nós vamos combater o crime de forma conjunta com a PM, que tem um efetivo muito bom na cidade. Nos empenharemos mais e faremos outras operações futuramente que, eu não tenho dúvida, terão como consequência a diminuição do índice de criminalidade em Coronel Fabriciano”, avalia.
INQUÉRITOS
Com a transferência de três policiais civis da Delegacia de Coronel Fabriciano, os inquéritos ficaram praticamente parados. Sobre esta situação o delegado disse que a Polícia Civil vive uma situação crônica de falta de efetivo e que as transferências dos policiais acarretaram um atraso nos andamentos dos inquéritos. “Mas já determinamos que se faça uma correição nos cartórios e mutirões para que os inquéritos tenham andamento adequado. Às vezes não depende dos funcionários e sim da demanda imensa que a Polícia Militar nos traz. Mas é certo que não deixaremos inquéritos parados nas nossas delegacias, principalmente aqueles que envolvam indivíduos alvos da PM e da Polícia Civil e que tenham indícios fortes que estejam envolvidos em crimes violentos”, menciona o delegado.

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