MG tem índice mais alto de homicídios no Sudeste

ESTADO REGISTROU O MAIOR CRESCIMENTO NO NÚMERO DE ASSASSINATOS ENVOLVENDO CRIANÇAS E JOVENS COM ATÉ 19 ANOS 

DA REDAÇÃO - Minas Gerais é o estado do Sudeste que registrou o maior crescimento em dez anos no número de assassinatos envolvendo crianças e jovens com até 19 anos. Em 2000, foram 361 vítimas da violência no Estado, contra 657 em 2010, um aumento de 82%. Se for considerada a taxa de mortes para cada mil habitantes, o salto é ainda maior: passou de 5,2 em 2000 para 10,7 em 2010, uma elevação de 106,7%.

Os dados são do Mapa da Violência 2012 - Crianças e Adolescentes do Brasil, feito pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), com dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Comparando com os demais Estados do Sudeste, só o Espírito Santo também apresentou crescimento no índice de homicídios (49,8%), enquanto São Paulo e Rio tiveram quedas significativas no período (78,2% e 37,1%, respectivamente).

"Minas vive hoje um salto de violência que outros Estados já viveram na década de 80 e conseguiram minimizar", comentou o pesquisador do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Luis Felipe Zilli. O crescimento da taxa de homicídios do Estado supera, inclusive, a elevação nacional, que foi de 15,8% de 2000 para 2010. 

Entre todos os Estados brasileiros, Minas fica em 14º lugar entre os que mais registram assassinatos de crianças e adolescentes, considerando os índices de 2010. Em 2000, o Estado ocupava a 21ª posição. O que preocupa os especialistas é que os índices de violência permanecem em alta em Minas. De acordo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), a taxa de homicídios, considerando o público adulto e juvenil, cresceu 16,3% no Estado de 2010 para 2011. Neste ano, a média continua sendo de dois assassinatos por dia na capital. "Agora, que os índices estão em alta, fica difícil para o Estado controlar a tendência de criminalidade", concluiu Zilli.


Primeiro semestre deste ano
Minas Gerais registrou um pequeno aumento no número de homicídios, de acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). Na comparação do primeiro semestre de 2012 com 2011, percebe-se uma alta de 1,9%. No ano passado foram registradas 1.858 ocorrências de homicídios - nos seis primeiros meses do ano - contra 1.895 no primeiro semestre de 2012.

No entanto, Minas registrou, no mês de junho, o menor índice de homicídios de todo o ano de 2012. No Estado inteiro foram 283 ocorrências, número 11% menor que o contabilizado no mês anterior, até então com o menor registro de homicídios: 315. Na comparação com 2011, percebe-se que o mês de junho também foi 15% menos violento. No ano passado ocorreram 333 ocorrências de homicídios contra 283 registradas este ano. Os dados de homicídios de junho são até 17% menores que os registrados no mês de abril (338).

O secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, avalia que o trabalho iniciado, nos últimos dois meses, com a região metropolitana, Vale do Aço, Montes Claros, Governador Valadares e Passos, por meio de reuniões de acompanhamento, estipulação de metas e definições objetivas de investimentos, refletiu no decréscimo da curva da violência em Minas. Outro fator destacado por Rômulo Ferraz é o acompanhamento dos índices, realizado de perto pelo secretário de Defesa Social.


Crimes violentos 
Os crimes violentos registrados em Minas Gerais voltaram a cair pelo segundo mês consecutivo. O total de ocorrências do mês de junho – 5.741 – é 4,3% menor que o registrado no mês anterior – 5.998. No mês de maio, comparado com abril, a queda já tinha sido de 3,94% (6.244 ocorrências de roubo, sequestro, extorsão mediante sequestro, homicídios tentados e consumados, além de estupros tentados e consumados em abril contra 5.998 em maio).

Os crimes violentos contra o patrimônio, que configuram os crimes de roubo consumado e extorsão mediante sequestro também estão em queda desde o mês de abril. Em junho, foram registradas 4.844 ocorrências contra as 5.084 registradas em maio: uma queda de 4,7%.

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