63 mulheres assassinadas por companheiros em Minas



DA REDAÇÃO - Só este ano, 63 mulheres foram assassinadas em Minas Gerais por questão de gênero. Ou seja, crimes tipificados pela Lei 11.340/06, a Lei Maria da Penha. Das mulheres mortas, cinco estavam grávidas, segundo informações da deputada federal Jô Moraes (PCdoB/MG) presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito CPMI do Congresso Nacional que investiga a violência contra a mulher no País. Dois dos criminosos já haviam matado mulheres anteriormente. 

A CPMI que estava prevista para terminar este mês foi prorrogada por mais 180 dias, em razão de sua dinâmica de avaliar a situação das agressões nos diferentes estados do País. A avaliação é de que os desafios vividos são inúmeros em razão da escassez de recursos, estrutura física e de pessoal para as entidades, instituições e órgãos diretamente relacionados com a questão da violência contra a mulher.   

Das 63 mulheres assassinadas, 10 homicídios aconteceram em agosto; oito em julho; sete em junho; 10 em maio; nove em abril; sete em março; quatro em fevereiro e oito em janeiro. Todos, cometidos por maridos, companheiros, namorados, ou a mando deles. Os crimes que vitimaram grávidas aconteceram em Montes Claros; Itambacuri, Itabira e  Mutum e Ipatinga. Um rapaz que era noivo e namorava outra garota de 16 anos, no bairro Limoeiro, grávida de cinco meses, matou-a a tiros, em 17 de abril. Um dos assassinos reincidentes matou a primeira mulher grávida.

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