Falso policial civil foragido da justiça

Alessandro Neves Augusto, segurando um revólver apreendido durante desmantelamento de suposto laboratório de cocaína
DA REDAÇÃO - Continua foragido da justiça Alessandro Neves Augusto, de 30 anos. Ele é acusado de alvejar duas pessoas no dia 22 de julho, durante a Festa do Arroz, na Avenida Cândido Machado, Centro de Vargem Alegre. Como ele não se apresentou na delegacia de Caratinga, o delegado Fernando Lima, entrou com uma representação no Judiciário e sua prisão temporária foi decretada. Nessa terça-feira (31) foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência de Alessandro, mas ele não foi encontrado.

D.R.S.F., de 19 anos, e N.V.C., de 33 anos, relataram que Alessandro se envolveu em uma confusão com indivíduos não identificados. Quando eles tentaram conter a briga, Alessandro sacou um revólver, se identificou como policial civil e começou a atirar. D.R.S.F., foi alvejado no braço direito. , N.V.C., residente no Córrego São Gabriel, Zona Rural, Vargem Alegre, foi atingindo no ombro esquerdo e na coxa esquerda e está internado na unidade II do Hospital Márcio Cunha, aguardando cirurgia. 


Falso policial, falso agente penitenciário
Alessandro é conhecido no Vale do Aço. Há alguns anos ele diz ser Policial Civil na cidade de Ipatinga e também teria se passado por agente penitenciário. Na época do tiroteio, policiais militares entraram em contato com o pai dele, que relatou que há meses não via o filho e que ele realmente era policial civil em Ipatinga. 

Depois de realizado contato com o Comandante de Policiamento da Unidade do 14º Batalhão de Polícia Militar, foi constatado que o endereço do suspeito na cidade de Ipatinga não existia. Na delegacia de Ipatinga foi informado que Alessandro nunca foi membro da corporação. 

Segundo informações levantadas na época do crime, Alessandro Neves seria agente penitenciário do Ceresp de Caratinga e teria sido afastado por problemas de saúde. Entretanto, em consulta à Secretaria de Defesa Social, foi constatado que ele também nunca foi agente do sistema prisional. Entretanto, mesmo depois das tentativas de homicídio, Alessandro foi visto transitando livremente pelos corredores das delegacias de Coronel Fabriciano e Ipatinga. 

Ligações perigosas
Alessandro é irmão de um cabo da Polícia Militar que trabalha na 178º Cia, em Coronel Fabriciano. No primeiro semestre deste ano Ele foi ouvido pela Corregedoria da Polícia Civil, em Coronel Fabriciano, por causa das denúncias de corrupção contra agentes da corporação. 

No dia 2 de junho de 2011 ele esteve presente em uma operação que resultou na prisão de Alexandre Bragança Magalhães e de sua sogra, Dalva Fernandes Pereira da Silva. Na ocasião foram apreendidos oito quilos de uma substância apontada pela polícia como sendo cocaína, além de outros materiais e de uma arma de fogo.

A operação foi comandada pelo delegado João Xingó de Oliveira, então chefe da1ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Ipatinga. A substância foi encaminhada para o Instituto de Criminalística de Belo Horizonte, que comprovou que o material não passava de cafeína.

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