Ouvidor quer que PM de São Paulo deixe de socorrer baleados

Ouvidor-geral da Polícia do Estado de São Paulo, Luiz Gonzaga Dantas
O ouvidor-geral da Polícia do Estado de São Paulo, Luiz Gonzaga Dantas, vai encaminhar pedido para que policiais militares não socorram mais vítimas de tiroteios - um recurso muitas vezes usado para encobrir homicídios praticados pelos próprios PMs. Ele também propõe outras mudanças, como menor carga horária e acompanhamento psicológico do efetivo.

"Queremos que, no momento em que o policial estiver em um enfrentamento, quem faça o socorro seja o Samu ou o resgate. Policial não é médico e não tem especialização para fazer socorro", afirma Dantas. O ouvidor também afirma que os PMs precisam de uma melhor reciclagem. "Estamos propondo que equipes de psicólogos e psiquiatras das universidades públicas possam fazer parte desse grupo para avaliação psicológica do pessoal da polícia, principalmente desses que estão na linha de frente."

Para o advogado criminalista Alberto Zacharias Toron, o policial deve socorrer a vítima que ainda esteja viva para não cometer crime de omissão de socorro. "Se a pessoa ainda estiver viva, a obrigação é socorrer. Se já estiver morta, a polícia não deve mexer no corpo. Essa é uma forma de descaracterizar a posição dos cadáveres para impedir a realização da perícia. É preciso separar o socorro do pseudo-socorro."

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