Polícia Civil da região tem novo Superintendente de Investigação

Novo superintendente foi apresentado ao 12º DPC e espera resolver o problema da falta de efetivo na região
Jeferson Botelho: “A flexibilização da legislação beneficia o deliquente”      (Crédito: Divulgação PC)


IPATINGA – O novo superintendente de Investigações e Polícia Judiciária (SIPJ) da Polícia Civil de Minas, Jeferson Botelho Pereira, foi apresentado na tarde de ontem aos delegados do 12º Departamento de Polícia Civil com sede em Ipatinga. A solenidade contou ainda com a presença do chefe do Departamento, Walter Felisberto, e outras autoridades e policiais civis.
Como superintendente de Investigações, Jeferson Botelho passa a integrar o Conselho Superior da Polícia Civil, que é a instância superior deliberativa da instituição e substitui o antigo superintendente, Wellington Perez. 
O policial disse que já é possível traçar um mapa geográfico da criminalidade da região e, assim como muitas do país, o Vale do Aço não é diferente no que se refere ao aumento no tráfico de drogas, fator desencadeador de crimes violentos. “Infelizmente a gente percebe que o tráfico de drogas é uma epidemia social que merece um esforço concentrado de toda sociedade civil e Estado para que possamos fazer um enfrentamento efetivo”, pontuou.
O superintendente destaca que o perfil da criminalidade brasileira passou a se transformar no final da década de 80 com a disseminação do crack, e que é preciso atacar a causa emergente do crescimento dos índices de violência em todo país. “A gente vem fazendo o enfrentamento da chamada criminalidade violenta, principalmente por meio de operações pontuais e cirúrgicas para o desmantelamento dos grupos organizados”, disse. 

VIOLÊNCIA 
Em recente pesquisa da Secretaria de Defesa Social, o Vale do Aço foi apontado como um dos três lugares com maior crescimento de crimes violentos em Minas Gerais, ao lado da Região Metropolitana de Belo Horizonte e Montes Claros. Jeferson Botelho, que também é professor de Direito Processual e Penal, considera que atualmente o Brasil atravessa uma flexibilização da legislação em benefício do delinquente, o que favorece o aumento da criminalidade. “A lei sobre drogas autorizou a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direito e, mais recentemente, o Supremo Tribunal Federal editou uma súmula proibindo a internação de menores infratores envolvidos no tráfico de drogas”, expõe. 

EFETIVO 
O jornal Diário Popular já publicou inúmeras notícias sobre a falta de profissionais dentro das delegacias do Vale do Aço. Faltam delegados, detetives e escrivães. A situação de Coronel Fabriciano é a mais crítica. Desde que três delegados foram transferidos da unidade, no semestre passado, até hoje as vagas não foram repostas. Atualmente a delegacia conta com apenas um delegado. O número de investigadores também caiu, o que gera um acúmulo de inquéritos a serem concluídos. 
Sobre a falta de efetivo, o novo superintendente da Polícia Civil do Estado diz ter boas notícias, já que uma turma com mais de 290 escrivães estão se formando na Academia de Polícia Civil. “Eu quero acreditar que o mês que vem já tenha a formatura com pessoas designadas para o 12º Departamento de Polícia Civil”, disse, acrescentando que há boas expectativas também para o aumento no número de delegados. “O último curso do concurso para delegado deve começar no início de outubro e o governo do Estado autorizou mais 1.497 vagas para peritos criminais, médicos legistas, analistas e servidores administrativos”, adiantou. 
O Chefe do 12º DPC, Walter Felisberto, disse que já expôs para o novo superintendente a real situação da região, tanto no que se refere à criminalidade, quanto sobre a necessidade de novos profissionais. “Nosso efetivo está muito aquém do que seria necessário e do que prevê a lei. A gente espera que o doutor Jeferson, na hora em que for distribuir, seja generoso com o 12º Departamento”, solicitou.

Delegado tem 15 anos de carreira
Jeferson Botelho tem 15 anos de carreira na Polícia Civil, iniciou sua trajetória na Delegacia de Polícia de Repressão a Furtos e Roubos, passando pela Delegacia de Repressão a Tóxicos e Entorpecentes e Repressão a Homicídios, em Teófilo Otoni. Logo depois trabalhou na comarca da cidade de Novo Cruzeiro, no Vale do Jequitinhonha, e nas Delegacias de Polícia Civil de Frei Gaspar, Ouro Verde de Minas e Ataléia, e foi titular da Delegacia Regional de Governador Valadares. Sua última lotação foi como chefe do 2º Departamento de Polícia, em Contagem.

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