Divisão de Homicídios confirma investigação de suspeito "misterioso" na morte de Eliza

Um personagem misterioso do caso Eliza Samudio volta aos holofotes com a condenação de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e de Fernanda Gomes de Castro. José Lauriano de Assis, o Zezé, investigador aposentado da Polícia Civil de Minas Gerais, voltou a ser investigado por suposta participação no sumiço e na morte da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. A informação foi confirmada pelo chefe do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), delegado Wagner Pinto, nesta terça-feira (27) ao R7 MG. A ação é independente do Ministério Público, que vai oferecer denúncia contra o ex-policial. 

— O inquérito ainda não foi instaurado, mas passamos a estudar a participação dele no crime. 

Questionado sobre os motivos que levaram a polícia a voltar a focar no ex-policial, Wagner Pinto foi evasivo. 

— Não podemos adiantar qual linha de investigação foi adotada. 

O promotor Henry Wagner Vasconcelos confirmou, após a condenação da dupla, que vai denunciar o policial aposentado. Ele acredita que Zezé saiba onde Bola "despejou os vestígios de Eliza". 

— Zezé sofrerá certamente repercussões penais pelos seus atos. Prefiro formalizar a denúncia ao poder judiciário primeiro para, então, trazer a público a participação. 

Zezé, que se aposentou em 14 de abril deste ano, pode ser o elo entre o sumiço e a morte de Eliza. Segundo a Polícia Civil, ele estava lotado na 4ª Delegacia de Venda Nova, de licença médica, antes de se aposentar. 

Conforme a confissão de Macarrão, a ex-modelo foi deixada em uma rua escura na região da Pampulha, em BH. Um homem desceu de um Fiat Palio de cor preta e retirou Eliza do veículo — para o MP, este algoz pode ser o policial aposentado. Ela teria sido torturada e morta horas depois pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. O apoio de Zezé a Bola chegou a ser levantado pela polícia, mas descartado por falta de provas. O delegado Edson Moreira ouviu Zezé em 2010 e, mesmo afastado do caso, defende nova investigação. 

— Ele prestou depoimento duas vezes e foi citado no relatório por ter apresentado o Bola para o Macarrão. Tem que investigar mais a fundo essa participação e a presença do veículo. 

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