Inquérito não definiu se PM que matou jovem na Serra agiu em legítima defesa


Sargento continua detido, mas advogado já pediu sua soltura ao Ministério Público

Conflitos entre polícia e moradores é frequente no aglomerado

inquérito policial que investigou amorte um jovem de 24 anos no aglomerado da Serra, na região centro-sul de BH, não definiu se o PM agiu em legítima defesa. Segundo o tenente coronel Filho, que comanda o batalhão responsável pela invasão ao morro, a conclusão sobre o motivo do assassinato será determinado pela Justiça, que analisará os depoimentos colhidos e os antecedentes do suspeito e das testemunhas.

Como o crime cometido pelo policial é doloso contra a vida de um civil, ele será julgado por um tribunal do júri. O assassinato foi investigado pela Polícia Militar e encaminhado para Justiça Militar, que por sua vez, passou o caso para Justiça comum.

Ainda de acordo com o coronel, há contradições entre as versões do militar e dos moradores que presenciaram o homicídio. Além disso, o inquérito,finalizado na última segunda-feira (5), também apresenta divergências nos depoimentos das testemunhas de acusação.

O defensor do sargento já pediu sua soltura ao Ministério Público, que deve analisar a concessão de liberdade nos próximos dias. Até lá, o militar continua detido.

Indiciamento

O policial acusado da morte do ajudante de pedreiro Helenilson Eustáquio da Silva Souza foi indiciado por homicídio. Segundo o tenente-coronel Filho, as apurações concluíram que o tiro que matou o jovem de 24 anos partiu da arma do sargento. Agora, cabe agora à Justiça apurar as circunstâncias do crime.

— Ainda carecemos de algumas provas técnicas que foi pedido para o Instituto de Criminalística. Aí vai caber ao Judiciário fazer a avaliação das circunstâncias.


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