vítima diz que levou soco ao se recusar a fazer sexo oral em sargento

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Suspeito
Sargento chorou ao chegar à Delegacia do Engenho Novo

Mais uma vítima do segundo sargento da Aeronáutica Edvaldo Silva Rodrigues Junior esteve na Delegacia do Engenho Novo (25ª DP), nesta quarta-feira (12). Segundo o delegado Antenor Lopes Martins Júnior, a menor, de 17 anos, foi atacada no bairro de Bento Ribeiro, no dia 4 de dezembro. Ela fez o reconhecimento formal do militar. Com este, sobe para nove o número de casos registrados contra Edvaldo.
Na delegacia, a vítima contou que foi abordada pelo sargento, enquanto passeava com o cachorro e que ele acariciou os seios dela e a obrigou a masturbá-lo. Segundo o delegado, ao se recusar a fazer sexo oral, a vítima foi agredida com um soco.
— Parece até que ele estava achando que as vítimas gostavam de ser violentadas. Como ela se recusou a fazer sexo oral, ele ficou irritado e deu um soco na barriga da mulher. Ainda bem que a Justiça decretou a prisão preventiva dele, porque representa um risco à sociedade.
Edvaldo deve ficar preso até o julgamento. Na última terça-feira (11), mesmo dia em que o prazo da prisão temporária dele venceu, o juiz Rafael Estrela, da 35ª Vara Criminal, decretou a prisão preventiva do militar.
Na decisão, o magistrado relata a própria confissão de Edvaldo: “O acusado descreveu minimamente a dinâmica dos fatos, o que retrata sua personalidade inclinada à prática de delitos contra a liberdade sexual”.
O juiz acrescenta que casos como este têm chocado a opinião pública.
“Ações delituosas como estas estão assustando a sociedade, encontrando-se todos, à espera de uma pronta intervenção do Poder Judiciário, mesmo que de natureza ainda provisória, deve ser decretada a prisão do acusado para a garantia da ordem pública, da aplicação da lei penal e elucidação dos fatos”.
Além de responder pelos crimes na Justiça comum, o militar também é alvo de um procedimento interno aberto pela Aeronáutica. Ele será submetido ao Conselho de Disciplina, que pode decidir pela expulsão de Edvaldo.
"Vontade incontrolável"
Edvaldo Silva Rodrigues Junior disse em depoimento na Delegacia do Engenho Novo (25ª DP), que não conseguia ficar mais do que dois dias sem violentar uma mulher, pois “sentia uma vontade incontrolável”.
Edvaldo também disse que sentia muito prazer em se masturbar na rua e que começou a fazer isso com a intenção de que as mulheres o vissem, mas que há aproximadamente quatro meses decidiu abordá-las e obrigá-las a masturbá-lo e a fazer sexo oral nele. Ele também exigia penetração nas vítimas.

Ainda em depoimento, o militar diz que violentou dez mulheres, mas atacou outras cinco. Essas, porém, conseguiram fugir. Edvaldo ainda listou os bairros onde fez vítimas: Inhaúma, Engenho Novo, Méier, Ramos, Engenho de Dentro, Marechal Hermes, Rocha, Sampaio e Piedade, todos na zona norte.

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