Homem é morto por engano no lugar de policial militar


AKR 

A vítima recebeu seis tiros assim que retirou o veículo da garagem de sua residência
IPATINGA – No início da madrugada do último dia 30, o técnico em Segurança do Trabalho, José Geraldo Nepomuceno Brandão, 64, foi executado com seis tiros ao sair de sua residência, na Rua Estocolmo, bairro Bethânia. O suspeito de ter efetuado os disparos fugiu sem deixar pistas. No entanto, a Polícia trabalha com a hipótese de que a vítima pode ter sido morta por engano, confundida possivelmente com um policial, que seria o verdadeiro alvo do assassino.

Momentos antes de ser executado, o técnico em Segurança do Trabalho havia ligado para sua esposa, que trabalha no Hospital Municipal de Ipatinga (HMI), informando que estaria com fortes dores de cabeça. Ela então sugeriu ao marido que comparecesse ao HMI para uma consulta médica.

Após retirar seu veículo Voyage, placa JJG-3956, de Brasília, da garagem de sua residência, a vítima saiu do seu automóvel, que permaneceu ligado, para fechar o portão. Nesse momento, José Geraldo foi surpreendido com um tiro na nuca. Ao cair, o técnico em Segurança do Trabalho ainda seria atingido por outros cinco tiros, sendo dois nas costas, um na boca, outro no abdome e um na cabeça. As seis perfurações foram constatadas após os trabalhos de praxe realizados pela perita criminal Cristina Penha, que recolheu um projétil de calibre 38 debaixo do veículo da vítima.

Segundo pessoas ligadas a José Geraldo, que trabalhava em Brasília e que vinha a Ipatinga de três em três meses, sua sobrinha, também moradora do bairro Bethânia, manteve um relacionamento amoroso com Warley Santos Pereira, atualmente encarcerado no presídio de Ipaba. 

Insatisfeito com o fim da relação amorosa, Warley então teria feito várias ameaças à ex-namorada, por meio de mensagens de celular. O motivo pode estar diretamente ligado a ciúmes, já que, de acordo com informações apuradas pela Reportagem, ela atualmente namora um policial, cujo veículo possui a mesma cor do automóvel de José Geraldo, o que pode ter feito a diferença no momento da execução, já que a vítima estava de costas quando recebeu o primeiro tiro.

Ao tomar conhecimento da morte do tio da ex-namorada, Warley teria entrado em contato com a sobrinha da vítima, via celular, para pedir desculpas e assegurar que não teve participação na execução de José Geraldo.

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