Guardas municipais cruzam os braços em BH

Parte dos integrantes da Guarda Municipal de Belo Horizonte cruzou os braços e participa de uma manifestação na manhã desta sexta-feira (22). O grupo está reunido em frente à sede da Guarda Municipal, que é localizada na avenida dos Andradas, no centro da capital mineira.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Guardas Municipais do Estado de Minas Gerais (Sindiguardas-MG), Pedro Ivo Bueno, pelo menos 40% do efetivo escalado participa do movimento e a categoria reivindica reajuste salarial, posse de armas, adicional de risco, aumento do vale lanche de R$ 1,50 para R$ 6  e imediata retirada dos militares reformados da Polícia Militar do comando da guarda. “Toda a categoria está totalmente insegura em atuar como guardas municipais, uma vez que, só nos últimos seis meses, já ocorreram mais de 10 atentados contra os guardas na capital mineira”, diz Pedro Ivo Bueno.
Em contato com o comandante da Guarda Municipal de Belo Horizonte, coronel Ricardo Belione de Menezes, a reportagem do Portal O TEMPO Online foi informada que não há greve e sim apenas um protesto de parte dos integrantes do Sindiguardas-MG, que, segundo ele, nem é regularizado. “A palavra greve é muito pesada para ser usada. O que acontece é um pequeno protesto e, para garantir a segurança dos outros guardas não envolvidos, eu não permiti que eles saíssem às ruas nesta sexta. Em torno de 80 homens que atuam no trânsito e na ronda ainda permanecem na nossa sede”, explicou o comandante.
Em relação à regularização do Sindiguardas-MG, Pedro Ivo Bueno negou a acusação do comandante geral da Guarda Municipal de Belo Horizonte e ainda a classificou como absurda. “Somos regularizados corretamente e tenho todo os documentos do protocolo que foi feito na própria sede da guarda”, afirma Pedro Ivo Bueno.
O previsto é que os guardas municipais façam uma passeata até à Prefeitura de Belo Horizonte, na avenida Afonso Pena.
Ainda conforme informações do coronel Ricardo Belione de Menezes, os protestantes estão bastante inflamados e, enquanto a situação não for controlada, os guardas não participantes não serão liberados para trabalhar.

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