MAJOR DA PM DE TIMOTEO PRENDE AUTOR E SALVA REFÉM




TIMÓTEO – Uma mulher de 23 anos acordou por volta das 07h40 desta quinta (07) com uma arma na cabeça, na Avenida Acesita, em Timóteo. Momentos antes, Márcio Sandro Laranja (33), estava planejando assaltar um posto quando foi visto por policiais. Na fuga ele entrou na casa dessa mulher e a manteve refém por duas horas

Márcio é foragido da penitencia de Ipaba, e tem mais 20 anos de prisão para cumprir. Ele aparentava estar totalmente transtornado, possivelmente sob a influência de drogas. Ele tentou um assalto próximo a um posto. Dentro do local, pediu que a atendente lhe entregasse a bolsa e a agrediu com a arma no braço. A primeira vítima disse que a bolsa tinha apenas documentos e a jogou no chão, momento em que o autor apontou a arma em sua direção e disse que iria matá-la. Contudo evadiu do local sem efetuar nenhum disparo. As equipes iniciaram um rastreamento nas imediações e lograram êxito em localizar o autor na Rua Governador Valadares, 165, Centro Sul.

Ao entraram no local os militares encontraram o autor, que estava com a arma na mão. Ele voltou para um dos quartos da casa e fez de refém a mulher que acordou com a arma na cabeça. O local foi isolado. Foram acionados os escalões superiores, a equipe do GATE do 14º BPM, e o Corpo de Bombeiros. O Major Sérgio Renato da 85ª Cia assumiu as negociações que prosseguiram por mais de duas horas. “Era uma ocorrência complexa. A todo o momento ele falava que iria matar a refém e que iria se suicidar”, disse o Major. Sandro estava com um revólver calibre .32, da marca Taurus.

Abordagem
O Major seguiu conversando com Márcio. Ele conversou com uma irmã dele, que foi levada ao local, e com a ex-esposa, por telefone. O Major o convenceu a sair do quarto e ir até a rua, o que ele fez segurando a refém, e com a arma apontada para a sua cabeça.

Então o Major perguntou se ele era fumante. “Ele disse que sim. Perguntei se queria um cigarro, ele disse que sim, mas que era para eu levar para ele. Eu disse que não poderia. Então ele veio até perto de mim, e quando eu peguei o isqueiro para acender o cigarro, fiz a abordagem, mas só agi porque me senti 100% seguro para fazer a abordagem”, explicou o Major. Enquanto ele imobilizava Márcio, outro policial pegava a refém, que ficou em estado de choque.

Márcio afirmou após o ocorrido que não tinha a intenção de matar a vítima, e disse que a conhecia, fato desmentido pela vítima. “”Perdi família, os filhos, tudo, mãe pai. Perdi mãe de câncer, pai morreu de coração, esposa me abandonou e eu entrei em depressão. Não iria matar a vítima, nunca. Ela era amiga minha. Peguei ela para me dar proteção para sair”, disse o transtornado assaltante. Ele completou: “Agora só Deus, porque já tinha uma cadeia para pagar, e com essa agora, só Deus mesmo. Todo mundo colhe o que planta, então Deus sabe o que faz”, disse. Ele estava preso condenado por tráfico de drogas.

Fonte:
JVA e Diario do Aço

 

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