Pai de envolvido no homicídio de cabo da PM é morto


SANTANA DO PARAÍSO - Na noite desta sexta (22), por volta das 19h30, Sebastião Ludovino de Siqueira foi assassinado em sua casa, com duas perfurações no tórax, originados por disparos de arma de fogo. Testemunhas e populares evitaram dar maiores informações sobre o caso, possivelmente com medo de represálias, já que Sebastião é pai de Daniel Wattson Costa (18), foragido da Polícia, suspeito da morte de Amarildo Pereira de Moura (50), militar assassinado no último dia 08.
Segundo informações, Sebastião estava de toalha na mão e se sandálias, quando ouviu que era chamado na entrada da casa. Lá, dois indivíduos em uma motocicleta começaram a disparar no momento em que Sebastião apareceu na porta.
Mesmo baleado, ele tentou se desvencilhar dos tiros, correndo para dentro da casa, onde caiu entre um fogão e o armário da cozinha. O perito Izaque Vasconcelos realizou os trabalhos de praxe. Sebastião foi atingido por tiros no tórax. Foram encontradas várias perfurações de bala nas paredes do imóvel. Ele foi socorrido por uma ambulância do SAMU e levado para o Hospital Márcio Cunha, mas não resistiu aos ferimentos provenientes do tiro.
Pré-crime
Um advogado já havia, há alguns dias, procurado a reportagem do Jornal Vale do Aço, informando que um irmão do cabo Amarildo estava andando pelas ruas do bairro com uma arma de fogo na cintura, exibindo para quem quisesse ver e intimidando os moradores. Esta informação foi repassada também para Policiais Civis e para Policiais Militares, mas nenhuma ação foi realizada em relação a esta denúncia.
Outro irmão do cabo Amarildo, que seria proprietário de um pequeno depósito de material de construção, mora ao lado da casa de Sebastião Ludovino.
Caso Amarildo
Daniel é apontado como o homem que dirigiu a moto do cabo Amarildo no momento da fuga, após o homicídio do policial. Ele foi assassinado na sexta, (08), no Bairro Bom Pastor, em Santana do Paraíso. O oficial foi encontrado com sete perfurações na Avenida Girassol, próximo a dois sítios, em uma área pouco habitada.
As investigações apontaram Wesley Neves Santos Silva (26), mais conhecido como Timirim, como autor dos disparos; Wesley Cândido Drummond (18), conhecido como Caneco, como o responsável por vigiar o momento que o policial passaria.
Porém, colegas da empresa em que Timirim teria começado a trabalhar quatro dias antes do crime afirmaram que ele estava na empresa na hora do assassinato, impossibilitando assim a participação direta dele no crime. Segundo os funcionários, que não quiseram se identificar, e já teriam repassado essas informações para a Polícia Civil, não havia como ele bater o ponto sem estar na empresa, e o tipo de trabalho que ele executava o impedia de sair do local. Mesmo esses dados não descartam a participação de Timirim no homicídio, sendo possivelmente o arquiteto e mandante do crime.
 
Fonte:JVA

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