PC prende terceiro suspeito da execução de militar

IPATINGA – Por volta das 15h do último domingo (24) a Polícia Civil executou um mandado de prisão no bairro Forquilha, em Ipatinga. O alvo da operação foi Daniel Watson Costa (18), suspeito do assassinato do cabo PM Amarildo, que aconteceu no último dia 08. Daniel junta-se a Wesley Neves Santos Silva (26), mais conhecido como Timirim e Wesley Cândido Drummond (18), conhecido como Caneco, os outros dois co-autores do crime. Os três já estão no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (CERESP).
Segundo o delegado Rodrigo Manhães, a PC já investigava o paradeiro do último foragido há alguns dias e aguardava apenas a emissão do Mandado de Prisão Preventiva, emitido pelo Juiz José Augusto Calais na última sexta (22). “Chegamos a chegar uma informação de que ele estaria em Belo Horizonte. Verificamos todas as possibilidades até encontrarmos o suspeito escondido no bairro Forquilha. Foi um trabalho limpo, de investigação inteligente, que resultou na prisão do Daniel. Inicialmente, não fizemos a prisão em flagrante, como nas outras duas vezes. Ele compareceu, foi ouvido, mas não tínhamos objetos suficientes para manter a prisão. Com mais provas, vimos que ele era um dos autores. Assim, finalizamos o inquérito e pedimos um mandado de prisão preventiva, que foi emitido no final da sexta-feira”, disse o delegado. Na sexta-feira, o pai de Daniel, Sebastião Ludovino de Siqueira foi assassinado em sua casa, em Santana do Paraíso, com duas perfurações no tórax, originados por disparos de arma de fogo. A polícia ainda procura os suspeitos do crime.
Prisão
Daniel não ofereceu resistência à ação dos policiais civis. Ele foi levado para a delegacia e ouvido. Daniel confessou a participação na execução de Amarildo, confirmando pontos já apurados pelo inquérito policial, porém entrando em contradições em alguns momentos. “Ele tenta diminuir a sua participação no crime, dando a entender que ele não teria sido o executor, e sim que estaria vigiando. Segundo ele, os tiros foram dados por Timirim e Caneco. Mas as provas que levantamos até agora dão conta de que ele e Timirim estariam com as armas de fogo e teriam atirado no militar. Não sabemos ainda quem deu o primeiro tiro, mas sabemos que duas armas foram usadas”, revelou o delegado.
Como foi apurado pela polícia e confirmado por Daniel, o crime teria sido planejado dois dias antes da execução, com a compra das armas e munição. Na quinta (07), eles teriam preparado o local. No dia do homicídio eles teriam chegado mais cedo no ponto escolhido e começaram a tocaia. Eles teriam aguardado o cabo, que passa no local com certa frequência, enquanto Caneco ficou de vigia. Foram sete perfurações, sendo quatro na cabeça. Daniel teria sido o responsável por dirigir a moto do policial, que foi furtada do local. No corpo foi encontrado um coldre vazio, dando a entender que a arma do policial também teria sido roubada. “Daniel relatou que ele foi o responsável por ter levado a moto do Amarildo. Foi ele que dispensou a moto, para que não fosse encontrada logo de imediato. O coldre estava lá, mas ainda não conseguimos localizar essa arma. Não estamos falando de um latrocínio, que é um roubo seguido de morte. Se trata de um homicídio mesmo, uma execução. A intenção era matar, não roubar. Essa intenção vinha tomando forma há algum tempo”, explicou Rodrigo.
Um crime com três autores
A pena prevista para o homicídio qualificado é de 12 a 30 anos. Segundo o delegado, os três autores dividiram as ações, mas todos devem ser julgados por homicídio. “O Caneco tem participação tão importante quanto os outros dois. Um homicídio praticado por três autores, com divisão de tarefas. Eles praticaram juntos o mesmo crime. Independentemente de quem atirou, ou quem teria a função de vigiar ou atirar. Todos eles respondem pelo crime na mesma gravidade, foram co-autores e co-responsáveis. Estamos falando de homicídio qualificado, pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão.
A dosimetria da pena será feita pelo juiz, no último ato do processo”, disse o delegado.
EquipeA prisão de Daniel foi realizada pela equipe de investigadores comandada pelo Delegado Rodrigo Manhães. São eles os investigadores André, Glauber, Jimmy, Lagisley e Clemente, além do escrivão Rafael. A operação contou também com a ajuda do Vereador e Investigador Ley do Trânsito, atual presidente da Câmara de Vereadores de Ipatinga, que teve participação efetiva no fechamento deste inquérito.
“O Ley continua sendo policial civil e investigador, e esteve com a gente na finalização desse procedimento. Uma equipe imbuída em um objetivo só, fazer bem o seu trabalho. Vamos fazer o necessário para elucidação do crime sempre, independente de quem tenha sido a vítima. Dessa vez foi um policial, mas a elucidação deste caso não é mais importante do que a morte de um cidadão comum, como a do Wallace Junio das Graças (34), executado com seis tiros em dezembro do ano passado. Provamos que o caso era um homicídio, e prendemos os autores. Se houve uma vítima, a delegacia de repressão a crimes contra patrimônio irá investigar”, finalizou o delegado.
Daniel foi encaminhado para o Ceresp onde se juntou a Timirim e Caneco. Eles aguardam em prisão o julgamento.
 
Fonte:JVA
 

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