PM é executado com 7 tiros em Ipatinga




Amarildo (detalhe) foi encontrado por moradores em uma rua erma, fora do bairro Águas Claras. Eles teriam ouvido os disparos
SANTANA DO PARAÍSO – Um policial militar, lotado na Companhia 152, no Bairro Canaã, em Ipatinga, foi assassinado friamente nesta sexta-feira (08), por volta das 14h10, em uma rua vicinal próximo ao bairro Águas Claras, em Santana do Paraíso. O crime aconteceu horas depois da cerimônia de troca do comando no 14º Batalhão, (matéria abaixo) evento do qual ele teria participado. Toda a polícia procura os envolvidos no crime, que roubaram a moto do PM e a arremessaram no meio de um matagal, entre o Águas Claras e o Bairro Vila Militar, em Ipatinga.

Segundo os irmãos da vítima, que compareceram ao local do assassinato, o Cabo Amarildo Pereira de Moura (50), divorciado, ia da sua casa, no Bairro Águas Claras, para sua pequena chácara, localizada a cerca de meio quilômetro de sua residência. No caminho, foi vítima de uma tocaia, na qual foi alvejado por sete tiros, sendo quatro deles na cabeça.

Segundo o perito Gilmar Miranda, que fez os trabalhos de praxe no local, o crime havia sido programado, sendo que os suspeitos ficaram um bom tempo aguardando a vítima.

O corpo foi encontrado por moradores próximos ao local do crime, que ouviram os estampidos de tiros. Ele estava caído, com o capacete perfurado. Atrás de um poste, próximo ao local do crime, o perito Gilmar Miranda percebeu uma abertura na cerca viva que contornava um dos lotes, feita recentemente. No local foram encontradas goiabas mordidas e uma sacola de salgadinho de milho. A suspeita é que os executores teriam feito a abertura na cerca viva e se alojado ali para esperar pela vítima. Ao observar as folhas murchas e secas, cortadas no chão próximo a cerca, o perito deduziu que os suspeitos permaneceram um bom tempo esperando a vítima.

Execução

AKR

Os suspeitos da tocaia estavam dentro de um lote, onde tiveram acesso após cortarem uma cerca viva, e aguardaram a vítima passar
Quando o cabo Amarildo passou pelo local em sua moto Honda CG 125 Titan KS, placa GXV – 2342, de cor prata, os suspeitos saíram do arbusto e começaram a atirar. O primeiro tiro acertou na perna direita de Amarildo. Em seguida ele tomou mais dois tiros, um no braço e um nas costas, ambos no lado direito do corpo do policial. Após os disparos, ele caiu. Então, o autor do crime se aproximou e atirou mais três vezes na cabeça do PM, sendo que um dos tiros transpassou o seu crânio, sendo recolhido pela perícia na fibra do capacete que ele usava. Um quarto tiro foi dado no rosto do policial. A pericia apontou que os projeteis são de calibre .38, porém, ao invés serem de estanho, como é comum, era balas de aço, com um poder maior de destruição.


AKR

Foram quatro tiros na cabeça, sendo que um dos tiros transpassou o crânio e ficou alojado na fibra do capacete
Após a execução, os suspeitos fugiram levando a arma do PM e sua moto. O veículo foi encontrado há 1,5 quilômetros do local do assassinato. Durante o rastreamento, uma viatura percebeu vários objetos estranhos em uma parte da estrada, próximo a divisa entre os bairros Águas Claras e Vila Militar. Seguindo uma trilha de estrada de chão, encontraram a moto do cabo. Os bandidos, após o homicídio, fugiram por dentro do bairro e se desfizeram da moto, possivelmente seguindo em direção ao Vila Militar.

Suspeitas
Há cerca de trinta dias, um policial civil teria recebido a informação de seus informantes que bandidos com atuação no bairro Bethania estariam querendo assassinar um policial, sem revelar nomes ou motivos. Como o cabo Amarildo estava baseado na Companhia do Canaã, e atuava no Bethania também, inicialmente, trataram como que o homicídio fosse à confirmação deste aviso.

Outra investigação apontou como suspeito um indivíduo de apelido ‘Timirim’, que teria como vingança a motivação para matar o policial.  Ele também seria morador do Águas Claras. Testemunhas afirmaram que o cabo e este indivíduo teriam tido vários desentendimentos nos últimos dias. O policial é conhecido por ser muito rígido.

Prisões


Jeferson Broseguini Miguel (20), foi preso logo em seguida, com uma arma na cintura
Durante o rastreamento, a PM se deparou com um indivíduo na rua Boston, no Morro Santa Rosa, no Bethania. Ele teria fugido ao ver a viatura, o que chamou a atenção dos oficiais. Jeferson Broseguini Miguel (20), foi preso logo em seguida, com uma arma na cintura, de calibre 32. Em sua residência, a PM encontrou outra arma, também de calibre 32. O jovem não foi associado ao assassinato do Policial, mas foi preso por porte ilegal de arma. Em 11 de setembro do ano passado, ele já havia sido preso pelo mesmo motivo, no Bairro Canaã. Ele é suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas.


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