Presos fazem dois reféns durante rebelião na Penitenciária Nelson Hungria


Detentos da Penitenciária Nelson Hungria, localizada em Contagem, na Grande BH, fazem uma rebelião na manhã desta quinta-feira (21). De acordo com informações passadas pela diretoria da prisão aos militares do 18º Batalhão da Polícia Militar, os presos mantêm uma professora e um agente penitenciário reféns.
Um dos detentos envolvidos na rebelião usou um celular para ligar para a Rádio Itatiaia e se identificou como Daniel Cipriano. Durante o contato telefônico com a equipe de reportagem da emissora, o preso alegou que o motim, iniciado no Pavilhão 1 e que já conta com a participação de 100 detentos, é feito como forma de reivindicação à  proibição de visitas de mulheres grávidas e mudança nos horários para que os parentes vejam os detentos.
O preso ainda reclamou de agressões e permitiu que a professora refém falasse com uma repórter. A vítima afirmou estar bem e, em seguida, Daniel exigiu a presença de toda a imprensa e do deputado Durval Ângelo (PT), que é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas (ALMG). A presença do secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo de Carvalho Ferraz, também foi pedida.
Agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) e do Corpo de Bombeiros foram acionados e estão na porta da cadeia, localizada no bairro Nova Contagem. Os detentos colocaram fogo em alguns colchões.
No início da tarde desta quinta, houve um barulho de explosão no local. O carro blindado do GATE também está na unidade. No local, é possível ouvir barulho de tiros.
Por meio de nota, a Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) informou que o motim começou por volta das nove horas da manhã e envolve cerca de 90 detentos. Segundo a Suapi, a professora e o agente foram rendidos no momento em que estavam na sala de aula que funciona dentro da unidade prisional e que, por enquanto, não há feridos.
Ainda segundo o órgão, Bruno Fernandes, o goleiro Bruno,  não está envolvido no motim. O atleta está preso há dois anos e meio na penitenciária e será julgado em 4 de março deste ano, pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio.
Agentes do Comando de Operações Especiais da Suapi (COPE) isolaram o local.
 

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