Procurado pela Interpol foi preso em Ipaba



Divulgação 

Elias afirma que não tem envolvimento com o crime, e sabe que não pode ser deportado
IPABA – Foi apreendido nesta quinta (31), o ipabense, Elias Lourenço Batista (31). Ele é procurado pela Interpol, suspeito de assassinato e ocultação dos corpos de seus patrões, brasileiros de Santa Catarina radicados nos EUA, o empresário Vanderlei Szczepanik, a mulher dele, Jaqueline, ambos de 43 anos, e o filho do casal, Christopher, de sete. O crime teria ocorrido no dia 05 de outubro de 2009. Como os promotores não reuniram provas a tempo, Elias acabou deportado para o Brasil. Além dele, outros dois ipabenses são acusados do crime pelo Ministério Público do condado de Douglas, no estado de Nebraska: os operários Valdeir Gonçalves dos Santos, de 30, e José Carlos Coutinho, de 37.
Quando foi deportado, a expectativa era de que os outros dois viriam logo em seguida para o Brasil. Porém, Valdeir, abalado depois de presenciar o testemunho de sua mulher, Wanderlúcia Oliveira de Paula, resolveu fazer um acordo com a promotoria e confessou o crime. Ele pode ser condenado a 20 anos de prisão, enquanto Coutinho, que teria sido o mandante das mortes, aguarda a definição de três juízes sobre sua pena: prisão perpétua ou morte.

Centro da cidade
Elias foi preso no centro da cidade de Ipaba, circulando livremente. Elias disse para o Tenente Lázaro, no momento de sua prisão, que seu advogado já havia dito que não havia nada contra ele. Porém, pode ainda ser processado no Brasil pelo Ministério Público Estadual. A informação é do advogado e presidente da Comissão de Direito e Mundialização da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, Eduardo Carvalho Tess Filho. 

Elias afirmou também que não se apresentará voluntariamente a uma corte norte-americana. A legislação brasileira proíbe que um cidadão seja deportado, qualquer que seja a acusação. Elias nega a participação no crime. Segundo ele, após uma pescaria, recebeu a informação da morte dos patrões. A confissão de Valdeir o pegou de surpresa, mas ele associa ela à pressão exercida pelos policiais americanos, que ficavam o tempo todo os mandando confessar. Ele afirmou também que colaboraria com a corte americana para falar sobre o caso, mas que não se entregaria, e que não pretende mais voltar aos Estados Unidos.

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