‘Guerra’ entre Veneza e Planalto faz dois mortos



AKR e Reprodução 

Ronaldo (detalhe) levou quatro tiros no braço, dois no tórax e um na cabeça
IPATINGA –
 O confronto entre gangues dos bairros Planalto e Veneza II, que já se prolonga há algum tempo, continua irrefreável e fez mais duas vítimas nos últimos dias. Foram dois jovens de 18 anos que perderam suas vidas. Um foi encontrado morto na margem de uma lagoa do Planalto II, às 22h30 de sábado (23). O outro foi assassinado nesta segunda-feira (25), por volta das 17h30, por ser irmão de um dos suspeitos do primeiro crime e morar no Veneza. Enquanto o primeiro foi morto com sete disparos, o segundo foi assassinado com cinco, em uma praça, em frente ao local onde ele trabalhava com seu pai. Segundo testemunhas, os matadores seriam moradores dos bairros rivais. 

O homicídio do sábado aconteceu na rua 11. Ronaldo Oliveira Fernandes, de 18 anos, foi encontrado caído junto ao reservatório d’água. O óbito foi constatado pelo SAMU ainda no local. Segundo o perito Hebert de Mingo, o rapaz apresentava uma perfuração na cabeça (nuca), quatro no braço esquerdo e duas no tórax.
Os tiros ainda acertaram um Ford Fiesta, quebrando o párabrisa do veículo. O carro estava na rua 4. O proprietário teria estacionado o veículo no local por volta das 20h. Próximo ao automóvel foram recolhidas seis cápsulas deflagradas de calibre 32, supostamente de arma semiautomática. Havia ainda dois projéteis e um fragmento de ‘jaqueta’ de um projétil.

Os suspeitos dos disparos, que foram identificados, fugiram em um EcoSport de cor prata. Os tiros foram ouvidos ao longo da rua 4 sentido à rua 11. Sabe-se que a dupla envolvida no homicídio é moradora do bairro.

Resposta
AKR 

Tiago esperava o pai em uma praça quando foi executado
Após a ‘baixa’, a gangue que se apresenta como do bairro Planalto resolveu se vingar. Nesta segunda-feira (25), Tiago de Souza Araújo foi trabalhar com seu pai, em uma construção em frente à praça da rua Ilhéus, na entrada do Planalto. Seu pai era mestre de obras e colocou o filho para ajuda-lo.

O pai revelou que, na tarde desta segunda, teve uma sensação ruim, ocasionada pela guerra entre as gangues e por morar na rua Florianópolis, no Veneza. A suspeita é de que outro filho do mestre de obras esteja diretamente ligado ao assassinato do sábado. 

Como medida de segurança, o mestre de obras resolveu liberar os funcionários mais cedo, e disse que pretendia levar seu filho até a sua casa. Tiago, porém, enquanto esperava o pai, sentou em um dos bancos da praça. Nesse instante, dois homens cruzaram o local e atiraram contra ele. O rapaz, que não tem passagem pela polícia, foi morto com cinco tiros. Três deles foram na cabeça, sendo dois na face. Ele também foi atingido na perna direita e, após cair, nas costas, lado esquerdo.

A polícia procura os dois suspeitos do assassinato ocorrido no sábado, e os suspeitos do crime desta segunda.

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