Casos de execução no Vale do Aço

Arquivo JVA 

CYLTON BRANDÃO: “Estamos fazendo mudanças profundas dentro do trabalho da polícia judiciária”
DA REDAÇÃO – As investigações dos assassinatos do repórter policial Rodrigo Neto, 38 anos, e do fotógrafo freelancer Walgney Carvalho, 43, prosseguem numa nova fase, após a expedição de mandados de prisão pela justiça. Por telefone, o chefe da Polícia Civil em Minas Gerais, Cylton Brandão, comentou na manhã deste sábado (20) as prisões do investigador José Cassiano Guarda e do médico-legista José Rafael Miranda Americano, ambos lotados na 1ª Delegacia Regional da Polícia Civil (DRPC) de Ipatinga, realizadas no final da tarde de sexta-feira (19), logo após a entrevista coletiva concedida na sede do 12° Departamento de Polícia Civil (12° DPC). Eles foram levados para a Casa de Custódia localizada na região leste de Belo Horizonte, também conhecida como a casa do Policial Civil, que desde 2006 abriga policiais civis presos em flagrante ou em cumprimento de mandado judicial. Fontes do jornal VALEDO AÇO revelaram que um cabo da PM também teria sido preso. 
Segundo Cylton Brandão, os policiais presos estão acautelados e outras prisões acontecerão dentro dos próximos dias ou a qualquer momento. “Estamos fazendo mudanças profundas dentro do trabalho da polícia judiciária”, informou. Ele ainda disse que grandes mudanças serão verificadas nas ruas de Ipatinga e elas acontecem visando trazer segurança aos jornalistas e à comunidade em geral. Conforme declarou, o Estado usará todas as medidas necessárias para garantir esse objetivo. “Na casa de custódia os presos aguardam sindicância instaurada e conclusão do inquérito. Nós seguimos a Lei orgânica da Polícia Civil nesses casos”, lembrou o chefe da PC.

Policiamento ostensivo
O comandante do 14º Batalhão da PM em Ipatinga, tenente-coronel Edvânio Rosa Carneiro, diz que não foi informado oficialmente de nenhuma prisão realizada pela PC. Mas destaca que há vários dias ele vem buscando dar uma visibilidade das atividades militares na região. “Isso pode ser percebido por meio do patrulhamento mais ostensivo que está nas ruas visando à segurança da população. Queremos também coibir a criminalidade com essa ação”, alega, acrescentando que se caso a PC precisar da PM os militares estão à disposição.

Justiça e paz
Para o irmão de Rodrigo Neto, Emerson Rodrigues Faria, cabo da PM lotado em Caratinga, com as prisões que vêm sendo feitas o momento agora é de espera. “Temos que aguardar, pois suspeito quer dizer que ainda não tem nada de concreto. Mas já é um ponto de partida e isso é o mais importante. Espero que esse imbróglio seja desvendado e com isso se traga um pouco de paz para nós e vocês do jornal também. Temos que aguardar para ver o que acontecerá e esperamos um basta nisso. Pois se calarem a imprensa acabou, aí vira faroeste”, diz.

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