Explosão de caixas deixa consumidores sem saída


Lairto Martins 

Os caixas eletrônicos que vêm sendo explodidos na região não estão sendo substituídos: a ação de segurança permitida pela legislação aos estabelecimentos comerciais e bancos
IPATINGA – A onda de ataques a terminais bancários de autoatendimento tem deixado os consumidores desamparados. Exemplo disso, no bairro Cariru, onde um desses equipamentos foi explodido há um ano, até hoje o equipamento do Banco do Brasil não foi substituido. Aos correntistas que necessitam de dinheiro em espécie para realizar pagamentos, resta procurar a agência mais próxima, quando é possível. A Polícia Militar tem efetuado prisões de vários suspeitos, mas não consegue coibir a prática na região. 

Em nota encaminhada ao jornal VALE DO AÇO, a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) mostra que o cenário é preocupante. “Os criminosos estão cada vez mais audaciosos e os ataques se espalharam nos últimos três anos para outros setores. Explosivos já são utilizados em assaltos a joalheiras, postos de gasolina, supermercados e também contra postos policiais e prisões. Nesses assaltos e arrombamentos que usam força desproporcional, com armamentos pesados, de elevado poder de destruição, a ação de segurança permitida pela legislação aos estabelecimentos comerciais e bancos é insuficiente frente à violência empregada”.

ALTERNATIVAS
As instituições financeiras também buscam oferecer outras alternativas a seus clientes, como cartões e internet. Mas se, por uma lado, nem todos os estabelecimentos estão aptos a receber o “dinheiro de plástico” - também devido a tarifas cobradas dos comerciantes para operações com cartão -, por outro, há quem não tenha confiança em realizar operações bancárias por meio de softwares instalados em computadores sujeitos a vírus. 
“A gente fica na mão quando precisa sacar dinheiro. Aqui no Cariru agora temos que ir até o Centro. Eu, como estou sem carro, tenho que pegar ônibus pra fazer isso. Não é prático”, queixou-se a servidora pública Valéria Braga, moradora do Cariru.
A situação se repete com caixas eletrônicos de diversas bandeiras, nos mais variados locais. Em Coronel Fabriciano, recentemente, criminosos explodiram equipamentos em frente o prédio da prefeitura e na Superintendência Regional de Saúde (SRS), locais com vigilância 24 horas. No bairro Cidade Nobre, em Ipatinga, houve delito semelhante junto à superintendência de serviços públicos e meio ambiente (SUPLAN).  Nenhum dos equipamentos foi substituído. “Agora a gente tem que ficar procurando banco. Ontem mesmo tive que deixar meus filhos sozinhos em casa para ir numa agência lá no Iguaçú. Essa onda de violência assusta demais a gente. Acho que deveria ter mais segurança”, lamentou a dona de casa Marlene Gomes, moradora do bairro Ideal, onde no mês de janeiro dois caixas eletrônicos foram destruídos em explosão provocada por bandidos em frente a um supermercado.
JVA

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