Guarda Municipal de BH pode decretar greve geral a partir de quinta-feira

O Sindicato dos Guardas Municipais de Minas Gerais (Sindiguardas-MG) informou que a Guarda Municipal (GM) de BH entrará em greve geral a partir desta quinta-feira (25). A informação foi confirmada pelo presidente da entidade, Pedro Ivo Bueno. Pela manhã, cerca de 200 guardas cruzaram os braços e fizeram uma manifestação que partiu da sede da corporação e seguiu até a prefeitura. À tarde, eles saíram em passeata pelas avenidas Afonso Pena e Amazonas, causando diversos transtornos no trânsito da região central.
O objetivo da categoria é protestar contra a insegurança dos guardas e reivindicar o direito de posse de arma. Eles cobram também reajuste salarial, adicional de risco e aumento de benefícios. De acordo com a assessoria de comunicação da corporação, a Guarda Municipal está sendo preparada para o uso de armas, respeitando o estatuto do desarmamento.
Ainda de acordo com a assessoria, caso algum guarda falte ao serviço, estará sujeito às punições previstas no estatuto que rege a categoria.
Em resposta a essa declaração, Pedro Ivo Bueno explica que existem pontos dentro do estatuto sendo discutidos judicialmente, por ferirem direitos constitucionais como, por exemplo, questões relacionadas ao direito de greve. Há divergências ainda com relação aos impactos da manifestação.
Pela manhã estava prevista a paralisação dos guardas que atuam nas escolas, alguns patrimônios públicos e no trânsito. O serviço de vigilância somente continuaria normalmente nas unidades de saúde. De acordo com a assessoria da GM, não houve paralisação dos profissionais que atuam dando cobertura às áreas de patrimônio, educação e saúde.
A Guarda Municipal se manifestou, por meio de nota, que foi concedido um aumento de 83,75% entre 2007 e 2012. Um reajuste de 13,92% foi aprovado em março pela Prefeitura de BH, retroativo a janeiro de 2013. Essa recomposição salarial afetaria 2.300 profissionais. O projeto de lei 248/2013 tramita na Câmara Municipal. Também foi implantado um Plano de Carreira da Guarda Municipal, que resultou em um reajuste salarial que atingiu 74% dos integrantes da categoria.
"A PBH compreende que qualquer proposta tendente à interrupção dos seus serviços públicos, ainda que parcial, irá representar um rompimento injustificável do processo de negociação em andamento. Representará, também, desrespeito ao Estatuto da Guarda Municipal, além de causar graves prejuízos aos cidadãos do município", finaliza a nota.

Paralização pode atingir outros setores de BH

Na terça-feira os 35 mil servidores da prefeitura de BH irão fazer uma paralisação geral. Está marcada um assembleia para o início da tarde que determinará se haverá ou não um greve geral, que poderá iniciar no dia 30.

 (* Com Jefferson Delbem e Renata Evangelista - Hoje em Dia)

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