lmprensa aponta possível grupo de extermínio composto por policiais em Ipatinga

A morte do jornalista Rodrigo Neto, no dia 8 de março, estaria relacionada a um grupo de extermínio responsável por, pelo menos, nove crimes na região do Vale do Aço. Neto investigava a ligação entre chacinas, homicídios e desaparecimentos ocorridos entre 1992 e 2013. Em todos os casos, além de os crimes nunca terem sido elucidados, havia a suspeita da participação de policiais civis e militares.
Entre os casos mais emblemáticos investigados por Rodrigo Neto, que ganhou grande repercussão no rádio e nos jornais por onde o jornalista passou, estão os chamados "crimes da moto verde". Um soldado da Polícia Militar (PM) é suspeito de, pelo menos, quatro assassinatos com características similares, entre os anos de 2005 e 2008.

As investigações da Polícia Civil apontaram o militar como o responsável pelas mortes, que sempre ocorriam da mesma forma: os crimes eram cometidos sobre motocicletas, contra pessoas que possuíam passagens pela polícia ou envolvimento com o autor, executadas por pistolas semiautomáticas disparadas em pontos vitais do corpo.

A polícia chegou a afirmar que o soldado é um indivíduo de "alta periculosidade, acometido de uma grave psicopatia", segundo documento ao qual a reportagem de O TEMPO teve acesso. Para a corporação em Belo Horizonte, o militar "personificava a atuação do grupo de extermínio que agia no Vale do Aço". 

Estranhamente, porém, a punição nunca ocorreu, e o soldado foi transferido, em 2009, para a cidade de Lavras, no Sul de Minas. O comando da PM alegou, na época, "problemas disciplinares" para a mudança do policial. Rodrigo Neto escreveu reportagens e abordou o caso na rádio Vanguarda AM.
O TEMPO / BLOG DO ESTEVES

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