Outros profissionais da imprensa estariam na mira de grupo de extermínio no Vale do Aço

Em menos de 40 dias dois profissionais da imprensa foram mortos a tiros no Vale do Aço, supostamente por um grupo de extermínio. Agora outros dois estão na lista e seriam as próximas vítimas. No dia 8 de março em Ipatinga foi morto o jornalista e radialista, Rodrigo Neto de Faria de 38 anos. No último domingo (14) em Coronel Fabriciano foi morto o fotógrafo Walgney Assis Carvalho de 43 anos.
As novas ameaças foram feitas ao radialista Carioca, que apresentava um programa policial junto com Rodrigo Neto na Rádio Vanguarda AM, e ao editor do jornal Diário Popular, Fernando Benedito. Ambos teriam recebido ameaças por telefone. O policiamento foi reforçado na região onde moram.
Essa onda de violência está assustando os profissionais de imprensa não só do Vale do Aço, mas também em toda Minas Gerais. Com essas novas ameaças três repórteres -que também cobriam a área policial- pediram demissão e foram embora da região. Com a execução de Neto e Carvalho, subiu para quatro o número de jornalistas assassinados só este ano no Brasil. Os outros dois no Rio de Janeiro e Ceará.
O delegado Wagner Pinto, Chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esteve ontem em Ipatinga e Coronel Fabriciano, mas não repassou nenhuma informação para a imprensa já que as investigações correm em segredo de justiça.   
Michele

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