PM e Justiça se unem para tirar infratores da região Central de BH

Para garantir a segurança de moradores e de todas as pessoas que circulam diariamente na região Central de Belo Horizonte, a Polícia Militar e o Poder Judiciário resolveram unir esforços. Menores autores de delitos e os adultos que atuam como aliciadores serão os alvos no trabalho para conter a criminalidade, principalmente na região hospitalar. Em vez de apreensões em flagrante, como ocorreram nas diversas ocasiões em que os infratores foram parar na delegacia, desta vez foram expedidos mandados de busca e apreensão contra os adolescentes.

A ação, que vai ser repetida em outros locais, foi iniciada na manhã de na sexta-feira (17) no entorno da praça Hugo Werneck, por onde circulam diariamente cerca de 300 mil pessoas. Apenas neste local a PM identificou mais de 40 menores que cometem delitos.

Contra 16 deles foram expedidos mandados de busca e apreensão. Sete foram encontrados, alguns sob efeito de drogas. Eles foram encaminhados para o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional (Cia).

“São menores com idades entre 14 e 16 anos, todos com extensas fichas na polícia por furto, roubo e uso de drogas. Um deles já foi apreendido mais de 30 vezes”, afirmou o comandante do 1º Batalhão da PM, tenente-coronel Welton Baião.

Além dos adolescentes, sete adultos foram presos em flagrante por portarem pedras de crack e três facas. O aliciamento não foi comprovado. Um deles estava sendo procurado, com mandado de prisão em aberto, por tráfico de drogas.

Todos os maiores presos tinham passagens pela polícia por furto, roubo e até latrocínio. Esta não é a primeira vez que a polícia se enreda no combate à criminalidade na região central, principalmente na área hospitalar, devido a delitos de autoria de menores.

Alguns foram detidos dezenas de vezes, mas sempre voltam para a rua e continuam à margem da lei. “Quando mandam executar o mandado é porque há a intenção de deixá-los apreendidos. O tempo nós não podemos dizer”, explicou Baião.

Os sete menores apreendidos sofreram intervenções correspondentes à situação de cada um. O que estava com medida socioeducativa em aberto foi encaminhado à detenção, alguns foram para abrigos e outros serão submetidos a tratamento contra drogas.
HD

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