Disfarçados de ambulantes, ladrões atacam

RIO — Mochila sobre o peito e uma caixa de biscoitos na mão, ele desce para a pista, misturando-se ao trânsito e aos ambulantes que aproveitam a hora do rush para vender suas mercadorias. Já passa das 17h e a Avenida Presidente Vargas é um mar de veículos parados e de trabalhadores rompendo obstáculos para chegar à Central do Brasil. É assim, em meio à multidão, que ele investe contra uma mulher ao volante, acompanhada de uma criança no banco do carona, e leva o celular que a motorista passa por uma fresta da janela do carro. O falso vendedor foge em direção à estação de trem e, 20 minutos depois, lá está ele de volta, pronto para um novo bote.
O flagrante foi feito por repórteres do GLOBO que, durante três dias, acompanharam a ação de punguistas no entorno da Central do Brasil. Tudo acontece ao lado da 4ª DP e da sede da Secretaria de Segurança Pública do estado. A maioria dos ataques é de adolescentes, que trocam de camisa ainda nas pistas para evitar um possível reconhecimento. As mercadorias roubadas são repassadas para ambulantes que as revendem ali mesmo.
Ao se perguntar a um ambulante o preço de um celular, ele dá um valor irrisório para o aparelho:
— Custa R$ 20 — afirma.

O TEMPO

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