Estratégia não deve mudar

Apesar dos danos e prejuízos materiais e imateriais contabilizados após a manifestação ocorridas anteontem, na região da Pampulha, a Polícia Militar de Minas Gerais (PM) afirmou que, caso outro protesto semelhante ao dessa quarta-feira aconteça, é bem provável que a atuação da polícia seja a mesma.

“A gente nunca enfrentou um manifesto nessas proporções. Isso é inédito. A gente tem que se preocupar com a vida das pessoas. Não íamos fazer nenhum tipo de loucura ou aventura, colocando as pessoas em risco. Infelizmente, pagamos com danos materiais, mas penso que o saldo é muito positivo porque não pagamos com vidas”, afirmou o comandante geral da PM, coronel Márcio Sant’ Ana, em entrevista à rádio Bandnews.
Mas para o professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Luís Flávio Sapori, caso as próximas manifestações ocorram, a polícia deveria utilizar a estratégia que foi usada no centro da cidade. “É fundamental e importante mapear se existem ou não grupos organizados incentivando a violência, mas a PM deve repetir a situação de ostensividade da praça Sete para inibir a depredação”, sugere.
Segundo o chefe da sala de imprensa da PM, major Gilmar Luciano, na praça Sete, a corporação agiu para efetuar as prisões a partir do momento que os criminosos “quebraram” a ordem pública. “As pessoas não são as mesmas, e as circunstâncias também não são, ou seja, não existe uma fórmula padrão ou um remédio. Cada ação é planejada, cada fato é treinado e ensaiado. Para cada evento, temos um novo planejamento. Por exemplo, para os possíveis protestos de domingo, já estamos estudando as ações, os vídeos, reavaliando e readequando algumas condutas”, disse.
O TEMPO

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