Hackers invadem a rede da Polícia Militar de Minas Gerais

Ataque aconteceu no último sábado e deixou a rede de informática da PM completamente inoperante
Os ataques à segurança para a Copa das Confederações em Belo Horizonte não se restringem aos embates físicos, incluindo o mundo virtual, mesmo assim causando grandes transtornos. No sábado a rede de informática da Polícia Militar de Minas Gerais foi atacada por hackers e ficou completamente inoperante, de acordo com fontes ligadas à segurança do processamento de dados da corporação, o que foi confirmado pela PM. 
 
O resultado foi que o tráfego de ocorrências e até os despachos de inteligência e de urgência e emergência para envio de ambulâncias para feridos e chamadas de reforço ficaram prejudicadas, sobrecarregando as articulações por meio de rádio, que se tornaram alternativas ao meio virtual.
Segundo o grupo multidisciplinar de segurança formado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), polícias Federal, Civil e Militar, entre outros órgãos estratégicos e de segurança pública, o inferno de comunicação vivido pelos operadores da PM foi provocado pelo grupo de invasores de páginas da internet e de redes sociais denominado “Anonymous”. 
Os hackers são os mesmos que tiraram do ar o conteúdo da página oficial do governo federal (brasil.gov.br) e outros oito portais oficiais, apontam os levantamentos. Em vez de exibir os serviços e propagandas governamentais, foram expostas palavras de protesto e apoio aos movimentos que tomam as ruas do país.
Em suas páginas nas redes sociais e na internet, usuários que se dizem do movimento Anonymous justificam suas ações como protestos e colaborações democráticas aos movimentos que se manifestam nas ruas contra a corrupção. Segundo o assessor de imprensa da PM, tenente-coronel Alberto Luiz, o ataque cibernético ocorreu durante os confrontos, mas foi contornado em 30 minutos. “Diante da confusão, alguém nos surpreendeu com isso (derrubou a rede de informática). Chamamos os operadores do sistema e restauramos tudo num espaço de tempo mínimo”, disse, acrescentando que medidas de segurança adicionais foram tomadas para que novas invasões não ocorram novamente.
FONTE: UAI

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