Joanésia ainda sofre as marcas do descaso


Bloqueio de verbas da Prefeitura impede pagamento do funcionalismo municipal, fazendo com que meio milhão de reais deixe de circular em junho na cidade: uma reação em cadeia
Tradição no interior do Brasil, as festas juninas de meados do ano são ocasião para reuniões familiares e diversas celebrações festivas. Mas, em Joanésia, município do Colar Metropolitano do Vale do Aço, a temporada será de angústia para grande parte da população. Recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – uma das principais fontes de custeio da prefeitura - foram bloqueados. Com isso a folha de pagamento do funcionalismo ficou comprometida e cerca de R$ 500 mil deixarão de circular na economia local.
A situação é dramática, em se tratando de um pequeno município com pouco mais de 5 mil habitantes, onde o comércio local é irrigado basicamente com a renda de servidores públicos, aposentados e beneficiários do Bolsa Família. “Estamos tomando todas as providências possíveis para renegociar as pendências deixadas pela Administração anterior. Participamos de várias reuniões com esse propósito, mas devido à complexidade do problema, serão necessários alguns dias a mais. Infelizmente, não há recursos em caixa que sejam suficientes para cumprir em dia com o pagamento do funcionalismo”, lamentou o prefeito Antônio Carlos de Alvarenga (PSDB), o Nenzinho.
DESCONTROLE
A situação de endividamento do município, deixada pelo ex-prefeito Denilson Andrade (PTN), já foi tema de reportagens do jornal VALE DO AÇO, nas quais documentos oficiais revelaram indícios de superfaturamento de obras, serviços e compras da prefeitura no final do mandato. Mesmo com o desconto efetuado nos salários dos servidores públicos, os valores não foram repassados ao INSS em novembro e dezembro, bem como o referente ao 13° salário.
Outras medidas administrativas de responsabilidade de Denilson comprometeram as finanças municipais, como exemplo da nomeação, em 26 de dezembro, de dezenas de aprovados no concurso público realizado em 2011 – inclusive muitos dos quais estavam somente no cadastro reserva. A dívida com a Receita Federal já vinha sendo rolada pela prefeitura há meses, com sucessivas renegociações junto ao órgão, cujos pagamentos não vinham sendo cumpridos.
“A dívida pré-existente com a Receita supera R$ 1 milhão. Estamos buscando de todas as formas equacionar essa pendência, pois sem a certidão negativa de débitos fica impedido o acesso a repasses como o FPM, sem os quais a vida do município é severamente comprometida”, detalhou Nenzinho.
Uma dificuldade enfrentada pela atual administração é o desaparecimento de vários documentos e comprovantes do arquivo da prefeitura. Além disso, o atual governo encontrou uma frota de veículos completamente sucateada, escolas rurais em situação de abandono e até mesmo a remoção do calçamento de vias do município. 
 
JVA

Um comentário:

  1. Estou vendo esta matéria, como algo bem tendencioso... A culpa de tudo isto, é deste prefeito que age feito coronel achando que é dono da cidade, colocou um monte de parentes na prefeitura. Imprensa "marrom", MP ausente e povo que não sabe votar, também possuem culpas.

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