PC anuncia suspeitos da morte de Rodrigo Neto




Investigador Lúcio Lírio é suspeito de participação direta na morte do jornalista
DA REDAÇÃO – O caso “Rodrigo Neto” pode estar perto do fim. É que nesta terça-feira (18) foi preso em Ipatinga o investigador de Polícia Civil Lúcio Lírio Leal, de 22 anos, suspeito de ter participação direta no assassinato do repórter policial que prestava serviços ao jornal VALE DO AÇO e à Rádio Vanguarda. Além dele, já está preso Alessandro Augusto Neves, de 31 anos, conhecido como “Pitote”, outro suposto envolvido na execução, ocorrida no início de março deste ano, na principal avenida do bairro Canaã. A prisão temporária de Lúcio Leal foi expedida pela Justiça na última segunda-feira (17), atendendo pedido da Polícia Civil. A informação foi repassada à imprensa no início da tarde desta terça pela assessoria de comunicação da PC.
A equipe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP), responsável pela apuração da morte do jornalista e também de outros casos ocorridos em Ipatinga e região, antecipa que os últimos levantamentos a respeito do assassinato do repórter policial estão sendo concluídos e a divulgação da motivação e da dinâmica do crime deverá ocorrer nos próximos dias.
Lúcio Leal entrou para a Polícia Civil em 30 de junho de 2010, após ser aprovado em concurso público e concluir o curso de formação na Acadepol. Nos quase três anos como policial, ele sempre atuou em delegacias de Ipatinga e de outras cidades da região. Lúcio não possui qualquer processo na Corregedoria Geral da instituição. Sob coordenação do chefe do DIHPP, Wagner Pinto, as apurações do caso “Rodrigo Neto” estão sendo comandadas pelo delegado Emerson Crispim de Morais, da Divisão de Crimes contra a Vida. A equipe ainda é composta por dois escrivães e oito investigadores.
No decorrer dos trabalhos, oito policiais suspeitos de terem envolvimento com outros crimes na região do Vale do Aço tiveram prisão temporária decretada, sendo seis policiais civis e dois militares. Dos seis PCs, um médico-legista de Ipatinga obteve alvará de soltura da Justiça, uma vez que as investigações apontaram que ele não possuía qualquer envolvimento com os casos sob investigação. Os demais tiveram a prisão temporária renovada e continuam presos por suspeita de envolvimento em outros crimes, entre eles um investigador eleito vereador em Santana do Paraíso.


Alessandro também foi preso por envolvimento no assassinato do radialista
FALSO POLICIAL
Alessandro, também acusado de participar do assassinato do jornalista, já havia sido acusado por tentativa de homicídio e, por esse crime, foi preso pela equipe da DIHPP na sexta-feira (14) por meio de um mandado de prisão. Quando abordado pelos policiais, ele levava na cintura uma pistola calibre 380, motivando sua prisão também por porte ilegal de arma.
Procurado pela polícia, Alessandro é suspeito de alvejar duas pessoas no dia 22 de julho no ano passado, durante uma festa em Vargem Alegre. Alessandro teria se identificado como policial civil quando se envolveu em uma discussão. Testemunhas contaram que ele sacou um revólver e começou a atirar. Duas pessoas foram alvejadas na ocasião.
Sem profissão definida, Alessandro era visto circulando inclusive entre outros investigadores como se fosse policial civil de Ipatinga e também agente penitenciário. No entanto, na Delegacia Regional a informação é de que nunca foi membro da instituição. Na Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS), foi constatado que ele também não fazia parte da equipe de agentes do sistema prisional. Mesmo depois das tentativas de homicídio, Alessandro foi visto transitando livremente pelos corredores das delegacias de Coronel Fabriciano e Ipatinga.
Alessandro é irmão de um cabo da Polícia Militar que trabalha em Coronel Fabriciano. No ano passado, ele já havia sido ouvido pela Corregedoria da Polícia Civil, em Coronel Fabriciano, por causa das denúncias de corrupção contra agentes da corporação.
 
JVA

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