Protesto em BH tem adesão de 20 mil pessoas, bombas de gás, balas de borracha, confrontos e feridos

Durante os confrontos com a Polícia Militar (PM), na tarde desta segunda-feira, um manifestante caiu do viaduto José Alencar, no entrocamento entre as avenidas Abraão Caram e Antônio Carlos, na Pampulha. Gustavo MaNo fim da tarde, a PM fechou o viaduto José Alencar e só liberou a passagem dos manifestantes por volta das 20h. O grupo seguiu para a praça Sete onde se juntou a outros milhares de manifestantes que tomam completamente o local, dificultando o trânsito.
galhães, de 18 anos, teria perdido o equilíbrio enquanto tentava fugir das bombas e bateu a cabeça após cair do viaduto. Ele foi socorrido e levado para o Hospital Risoleta Neves. Segundo a PM, o jovem foi encaminhado para o raio-x e seu estado de saúde é estável. O pai da vítima informou que o filho teve escoriações no rosto e suspeita de ter quebrado a bacia. Consciente, o jovem disse ao pai que foi empurrado durante o confronto.
Durante a tarde, testemunhas usaram as redes sociais para informar a situação pela cidade. No seu perfil no Facebook, o cantor Makely Ka relatou momentos de horror. "Guerrilha urbana agora aqui na Pampulha em frente à UFMG. A PM está atirando deliberadamente de cima do viaduto José de Alencar sobre os manifestantes que estão no asfalto da avenida Antônio Carlos. Duas pessoas caíram de cima do viaduto. Não sei o estado delas. Ficamos encurralados entre a tropa de choque e a polícia montada. Confusão, correria, gritos de pânico, gás e bombas. Violência gratuita e despropositada", disse.

Após cerca de cinco horas de protesto sem nenhum conflito entre manifestantes e PM, os confrontos começaram por volta de 17h, quando o bloqueio da PM em torno do Mineirão foi "furado" por alguns. Neste momento, os militares passaram a atirar bombas de gás lacrimogênio nas pessoas e usar balas de borracha para impedir que o cerco continuasse sendo ultrapassado.

Os manifestantes reagiram à ação da polícia jogando pedras e colocando fogo  na avenida Antônio Carlos. Três labaredas de fogo se formaram no meio da avenida e a confusão a se instaurou imediatamente. Um repórter do jornal O TEMPO, que estava a serviço e filmava a ação da polícia através de um celular, teve o aparelho destruído pelo cacetete de um policial militar, o Major Jean Carlos, mesmo após se identificar como jornalista.

Os conflitos continuaram na avenida Antônio Carlos. Após o uso de bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha pela PM, os manifestantes continuaram ateando fogo na rua, usando sacos de lixo, e chegaram a quebrar as portas de uma agência bancária localizada na avenida.
O TEMPO

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