Bandeira por reforma da PF expõe ruptura entre categorias

A discussão sobre a reestruturação da Polícia Federal (PF), que chegou ao Congresso Nacional nessa semana, evidencia que os problemas vividos pela corporação vão além de direitos trabalhistas tradicionais que são reivindicados pelas diversas categorias. A PF enfrenta, hoje, uma espécie de cisão: agentes, escrivães, papiloscopistas e administrativos de um lado e delegados de outro. O imbróglio chega ao ponto de levar integrantes do órgão a admitirem que os trabalhos de investigação vêm sendo prejudicados.
O diretor parlamentar da Federação Nacional dos Policiais

Mas o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Marcos Leôncio Ribeiro, rebate as acusações da Fenapef e faz uma avaliação diferente, mas não menos preocupante. “Não há perseguição por parte dos delegados. O clima tenso prejudica o trabalho da Polícia Federal”.

Leôncio argumenta que os delegados querem a tranquilidade dentro da corporação e que não podem ser os culpados por problemas apontados pelas outras categorias. “A negociação por aumento salarial, por exemplo, precisa ser feita diretamente com o governo federal. Os delegados não podem ser culpados disso”, disse o dirigente da ADPF.

Sally explica que as categorias têm consciência da responsabilidade do Planalto, que precisa responder às demandas com maior investimento na corporação e fim dos cortes de orçamento. “É preciso haver incentivo para a continuidade da formação do agente, e não o sucateamento de toda a Polícia Federal”, defendeu o diretor da Fenapef.
Federais (Fenapef), Alexandre Sally, não dosa as críticas voltadas aos delegados e aos “privilégios” que, segundo ele, o grupo acumula. “Sofremos perseguições dentro do órgão. A relação é a pior possível”, relatou.
HD

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