Minas Gerais pode ter agentes exclusivos para a Lei Seca

O governo de Minas estuda a viabilidade de criar um grupo de policiais voltados exclusivamente para a aplicação da Lei Seca, de modo semelhante ao que acontece no Rio de Janeiro. As ações da campanha “Sou pela Vida. Dirijo sem Bebida”, que completam dois anos amanhã, também serão ampliadas, a partir de setembro, para todo o Estado.

O perito em trânsito Marco Paiva acredita que ter policiais exclusivos para garantir o cumprimento da Lei Seca pelos motoristas é positivo. “Isso pode possibilitar um resultado maior na redução de acidentes. Mas é preciso levar em conta que outras imprudências também matam tanto quanto o álcool”, destaca.

Queda. Dados divulgados ontem pela Seds mostram que o número de vítimas de acidentes de trânsito em Belo Horizonte teve queda de quase 30% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram, ao todo, 5.946 vítimas fatais e não fatais de acidentes em 2013, contra 8.400 nos primeiros seis meses de 2012.

De acordo com o comandante do Batalhão de Polícia de Trânsito, tenente-coronel Roberto Lemos, diversos fatores contribuíram para essa redução, inclusive as abordagens da Lei Seca. “Já é perceptível uma mudança no comportamento dos motoristas. Hoje, praticamente 100% das pessoas abordadas fazem o teste do bafômetro, é raro ter recusas. O aumento do número de blitze e a expansão para todo o Estado vão baixar ainda mais esses números de acidentes”, considera.
o mês passado, uma comitiva da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) esteve no Rio de Janeiro para conhecer o modelo de repressão à mistura álcool e direção que é desenvolvido lá. “A experiência que trouxemos do Rio foi em termos de estruturação da campanha. Lá, existe uma grande quantidade de profissionais envolvidos exclusivamente com as operações da Lei Seca”, conta o subsecretário de Integração da Seds, Daniel Malard. “Acredito que, quanto mais estruturada a campanha, mais eficaz ela se torna. Estamos debatendo internamente para analisar a viabilidade desse modelo aqui, em Minas. Mas, mesmo sem essa exclusividade, percebo que nossas instituições estão focadas na perspectiva da tolerância zero de álcool e direção”, disse.
O TEMPO


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