Morte violenta de jovens custa R$ 6,4 bilhões por ano a Minas

A alta taxa de mortalidade de jovens em Minas Gerais gera um custo anual de R$ 6,4 bilhões, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apresentado ontem no Rio de Janeiro. O valor, apresentado na pesquisa “Custo da Juventude Perdida no Brasil”, representa 0,55% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado – R$ 351 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Minas é, ao lado do Paraná, o terceiro Estado com o maior custo anual.

No Brasil, o prejuízo é de R$ 79 bilhões – 1,5% do PIB nacional – e tem como base 1,9 milhão de jovens vítimas de morte violenta (homicídios, acidentes e suicídio) entre 1996 e 2010. Segundo o pesquisador Daniel Cerqueira, autor do estudo, o impacto é diferente em cada Estado. Nos mais violentos, como Alagoas, o custo das mortes violentas, de R$ 1,7 bilhão, chega a representar 6% do PIB. Em São Paulo, que registra a menor taxa de mortes violentas de jovens, o custo de R$ 14,9 bilhões representa 1% do PIB.
“A taxa de mortalidade é um custo de bem-estar social – em termos de dor, sofrimento, perda de produtividade – e representa um grande custo econômico. Só para ter uma dimensão do que representam R$ 79 bilhões, isso é mais do que o orçamento das secretarias de Segurança e de Justiça (ou Administração Penitenciária) de todos os Estados”, disse Cerqueira.
A análise foi divulgada durante o seminário Juventude e risco: perdas e ganhossociais na crista da população jovem, promovido pelo Ipea e pela Secretaria de Assuntos Estratégicos. Cerqueira esclareceu que os valores obtidos no estudo não significam dispêndio direto do governo ou perda de arrecadação e produtividade econômica com a morte precoce dos jovens. “O cálculo utiliza uma metodologia referente ao custo do bem-estar social, ou seja, o quanto a sociedade percebe que custa a alta taxa de mortalidade no país”, afirmou.
 O TEMPO

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