Polícia Civil fala sobre investigações de crimes cometidos no Vale do Aço

IPATINGA - A Polícia Civil realizou uma entrevista coletiva no 12º Departamento, no bairro Iguaçu em Ipatinga, para anunciar a conclusão das investigações de crimes cometidos no Vale do Aço. 
O Departamento de Investigação de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DIHPP) de Belo Horizonte atua na região desde a execução de Rodrigo Neto, para elucidar sobre a morte do jornalista, do fotógrafo Wangney Carvalho e outros 14 crimes.

Toda a imprensa acompanhou as declarações da 'Mesa" de delegados.



O momento mais aguardado da coletiva era o anúncio do desfecho das investigações sobre Rodrigo e Carvalho. Dois suspeitos de assassinarem o jornalista já estão presos, mas o mandante do crime ainda é "desconhecido". O policial civil Lúcio Lírio Leal, de 22 anos, e Alessandro Augusto Neves, de 31 anos, conhecido como “Pitote”, foram presos cerca de três meses após a morte do jornalista, suspeitos de serem os motociclistas que cometeram o crime.

De acordo com a PC, a arma utilizada para matar Rodrigo também foi usada para tirar a vida de Carvalho, e os disparos foram efetuados por "Pitote". A motivação e o mandante dos crimes ainda não teriam sido "desvendados" pela PC.

Lúcio e Alessandro teriam afirmado para a PC que ficariam presos "200 anos", mas não revelariam nada sobre os crimes.
delegadoO delegado Emerson Morais fez a apresentação das imagens em um telão

Foram demonstradas diversas imagens registradas pelos circuitos internos de empresas localizadas no percurso em que os veículos de Lúcio Lírio e Pitote trafegaram na noite da execução de Rodrigo. 
Tecnologia

Durante as investigações, a equipe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Belo Horizonte, solicitou imagens de circuitos internos de diversos estabelecimentos no município, possibilitando a identificação do trajeto feito pelos veículos de Pitote e Lúcio na noite da morte de Rodrigo.

Outra forma que a PC utilizou para comprovar o envolvimento da dupla no crime foi o sinal emitido pelos seus aparelhos celulares. A torre mais próxima capta o sinal e possibilita à operadora informar a região onde os aparelhos estão. Os investigadores solicitaram os dados à operadora e confirmaram que Lúcio e Alessandro estiveram próximos ao local do crime naquela noite.

Empresário guardava arsenal na Avenida Macapá

armasFoto: divulgação
Na primeira quinzena de junho, uma denúncia culminou na apreensão de diversas armas, munições e materiais utilizados por criminosos, em um estabelecimento localizado na Avenida Macapá no bairro Veneza. De acordo com a PC, o denunciante informou que a arma usada para matar Rodrigo Neto estaria em propriedade do empresário Francisco Miranda Rezende Filho, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e está preso no Ceresp de Ipatinga. 
PLOX

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