Polícia diz que apresenta hoje a conclusão da morte de Rodrigo Neto

IPATINGA – A Polícia Civil de Minas Gerais apresenta nesta terça-feira (23), às 11h, um balanço dos trabalhos realizados pelo Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Belo Horizonte em Ipatinga.
Além da morte do jornalista Rodrigo Neto, assassinado em março deste ano, que disparou toda a ação, e da morte de fotógrafo Walgney Carvalho, executado um mês depois, outros quatorze crimes foram investigados.
Em uma curta nota, a assessoria de comunicação da PC fez o convite aos profissionais da imprensa.
“A Polícia Civil de Minas Gerais apresenta nesta terça-feira, dia 23, às 11h, o resultado do trabalho investigativo de uma força tarefa que apurou uma série de homicídios ocorridos em Ipatinga e outras cidades do Vale do Aço, entre eles os casos do jornalista Rodrigo Neto e do fotógrafo Walgner Carvalho. As informações serão repassadas à imprensa durante uma entrevista coletiva, na sede do 12º Departamento de Polícia Civil de Ipatinga.”

O que mais chamou a atenção na série de crimes investigados pela forca tarefa é participação direta e indireta de policiais civis e militares, o que confirma a afirmação de Rodrigo Neto, que por várias vezes denunciou que existia no Vale do Aço uma organização criminosa com a participação de policias em vários crimes, incluindo homicídios.
Dos 16 casos investigados, cinco foram dados como conclusos pelo DIHPP.  Entre os 11 ainda em curso, estão os assassinatos do jornalista Rodrigo Neto e do repórter fotográfico Walgney Carvalho. Eles foram executados em circunstâncias semelhantes em um curto espaço de tempo e trabalhavam juntos no Jornal Vale do Aço.
Acredita-se que exista uma relação direta entre esses crimes e uma relação indireta destes dois com a série de crimes aqui mencionados.
Os inquéritos  sobre as mortes de Rodrigo e Carvalho estão sob sigilo. Por enquanto duas pessoas estão presas por suposta ligação com a morte do jornalista Rodrigo Neto: o investigador da Polícia Civil Lúcio Lírio Leal e Alessandro Neves, o Pitote, que é apontado como o executor do jornalista. Ele também é tido como responsável por fazer uma ligação entre policiais corruptos e bandidos que se dispunham a “negociar” com eles.
Pitote tinha trânsito livre em delegacias de polícias da região e era comum se apresentar como policial, embora nunca tenha feito parte da instituição.
A expectativa é que a alta cúpula da Polícia Civil esclareça as circunstâncias e a motivação para as execuções de Rodrigo Neto e Carvalho.
PLOX

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