Com novo modelo de segurança, PM foca nos arredores do estádio



“Domingo, eu vou ao Mineirão, vou torcer para o time que sou fã, vou levar foguetes e bandeiras...”. Antigamente, o trecho da conhecida música cantada nas arquibancadas era bem apropriado para os jogos no Gigante da Pampulha. No entanto, com a reforma do estádio para a Copa do Mundo, muita coisa mudou, principalmente, no controle do comportamento dos torcedores.
Com a nova estrutura do Mineirão, uma mudança significativa ocorreu no trabalho da Polícia Militar. Diferentemente do que ocorria há pouco tempo, a PM não é mais a única responsável pela segurança dentro do estádio.
Pelo contrato da parceria público-privada assinado entre a administradora do Mineirão e o governo do Estado, a responsabilidade pela segurança dos torcedores e do patrimônio público – em dias de eventos ou não – é da Minas Arena, que atua de forma conjunta e complementar com a polícia.
Agora, por causa dos seguranças privados, que começaram a trabalhar nas áreas comuns e na parte interna da arena, o efetivo policial, principalmente em dias de jogos no local, diminui 70%.
“Antes, o estádio era totalmente aberto e isso dificultava bastante as ações de segurança. Com as mudanças estruturais, tudo ficou facilitado. Houve uma potencialização do nosso trabalho nos arredores do Mineirão”, explica o coronel Antônio de Carvalho, do Comando de Policiamento Especializado da capital.
Treinados. Em parceria com a polícia, a Prosegur – empresa de segurança contratada pela Minas Arena – tem a missão de manter a ordem e a segurança dos frequentadores. Os funcionários não podem dar entrevistas, mas a empresa, através de sua assessoria de imprensa, informou que trabalha apenas com profissionais especializados.
“Os funcionários são submetidos a cursos específicos de segurança de eventos. Hoje, os torcedores são abordados, primeiramente, pelos orientadores de público. Caso seja detectado algum tipo de anormalidade, os orientadores estão treinados a acionar a segurança privada. Se o caso for mais grave, o segurança privado aciona a polícia”, explica a empresa. A Prosegur deixa claro que o “poder de prisão” é da Polícia Militar, que age apenas para intervir em casos mais graves.
O TEMPO

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