“Devemos colocar em campo os nossos melhores valores”

Recentemente, o senhor anunciou um pacote de medidas administrativas que vão gerar uma economia de cerca de R$ 1 bilhão, como a fusão de secretarias e cortes em custeios. Por que essas medidas? Qual é a situação do caixa do Estado?

As finanças do Estado têm, hoje, uma situação de equilíbrio. Aliás, no dia seguinte ao anúncio da redução das despesas, depois de três meses de análises, que não é uma coisa de um dia para a noite, a agência Standard & Poor’s reconfirmou Minas Gerais no grau máximo da governância fiscal. Mas não existem recursos à vontade, digamos assim, nós não temos condições de ser perdulários. Nós temos que ser econômicos. Não existem recursos abundantes. Claro que nós temos uma folha de pessoal que é volumosa, temos um custeio que é grande e temos que prestigiar o investimento. Então, todo esse mecanismo foi feito exatamente para prestigiar investimentos.

O senhor acredita que fecha este ano numa situação de déficit ou numa situação pelo menos de empate entre receita e despesa?
Nós acreditamos que vamos continuar tendo superávit, vamos manter nosso déficit zero, ou seja, vamos ter um equilíbrio, exatamente em razão desses cortes e da economia que estamos fazendo, e devemos fechar o ano, portanto, no equilíbrio fiscal. Significa que nós estamos com as contas em dia, inclusive para nós conseguirmos empréstimos. Tudo sinaliza que vamos manter esse equilíbrio, não só neste ano, como especialmente no ano que vem, o último do meu mandato. Então, nós temos todos esses critérios da Lei de Responsabilidade Fiscal que eu vou cumprir.
Apesar de a eleição ser no ano que vem, neste ano, a gente já fala muito em eleição e em candidatos. O senhor vai ser candidato?
Vamos ver as condições do próximo ano. Eu, primeiro, sou servidor público do Estado, e da própria União, professor da UFMG e servidor da Fundação João Pinheiro. Chegará, no ano que vem, o momento oportuno, e as circunstâncias vão dizer quais serão os candidatos do nosso grupo. Como disse outro dia uma pessoa próxima, no caso desse grupo, nós devemos colocar em campo os nossos melhores valores. Não estou dizendo que sou eu, ou que é José ou Maria. Esses melhores nomes serão averiguados no momento oportuno, no ano que vem. Ou seja, com a equipe mais forte para nós continuarmos, eu tenho certeza de que conseguiremos, ganhando as eleições em Minas Gerais no ano que vem, e em especial, se Deus quiser, também no Brasil, com nosso senador Aécio (Neves).
O TEMPO

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