Ministério Público denuncia policiais acusados de assassinarem jornalista Rodrigo Neto


IPATINGA - O Ministério Público denunciou o policial civil Lúcio Lírio Leal, de 22 anos, e Alessandro Augusto Neves, o “Pitote”, de 31 anos, acusados de executarem o jornalista Rodrigo Neto na noite do dia 8 de março em Ipatinga.
A motivação e o mandante da morte de Rodrigo Neto não constam no inquérito entregue ao Ministério Público. Alessandro e Lúcio teriam dito que ficariam presos "200 anos", mas não revelariam nada sobre o assassinato do jornalista.
A Polícia Civil encaminhou para a Justiça uma solicitação de prisão preventiva para a dupla no dia 13 de agosto. A solicitação da PC foi atendida no dia 14 e Lúcio e Alessandro permanecem presos. Suas prisões temporárias foram expedidas no início da segunda quinzena de junho e após 30 dias foram prorrogadas até agosto.
Lúcio está preso na Casa de Custódia da Polícia Civil de Belo Horizonte. Alessandro foi encaminhado para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. Eles foram indiciados por homicidio qualificado e tentativa de homicídio, pois também teriam atirado contra um amigo do jornalista.
Alessandro também é acusado de envolvimento na morte do do fotógrafo Walgney Carvalho, executado a tiros no dia 14 de abril em Coronel Fabriciano. O inquérito da PC sobre o crime aponta Alessandro como o autor  e já foi encaminhado ao Ministério Público.
No dia 23 de julho, em entrevista coletiva, a PC apresentou detalhes sobre o “modus operandi” de Lúcio e Alessandro na execução de Rodrigo Neto. Durante as investigações, a equipe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Belo Horizonte solicitou imagens de circuitos internos de diversos estabelecimentos no município, possibilitando a identificação do trajeto feito por seus veículos na noite do crime.
Outra forma utilizada pela PC para comprovar o envolvimento da dupla no crime foi o sinal emitido pelos seus aparelhos celulares. A torre mais próxima capta o sinal e possibilita à operadora informar a região onde os aparelhos estão. Os investigadores solicitaram os dados à operadora e confirmaram que Lúcio e Alessandro estiveram próximos ao local do crime naquela noite.

Após mais de cinco meses de investigações, familiares, amigos e a sociedade ainda aguardam o anúncio dos nomes dos mandantes das mortes dos profissionais da imprensa do Vale do Aço.
PLOX

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