Pelo menos duas pessoas são mortas por dia nas ruas de Belo Horizonte

Somente nos sete primeiros meses deste ano 472 pessoas foram assassinadas em Belo Horizonte, uma média de duas mortes por dia. No Estado foram 52 óbitos a mais no cálculo dos 853 municípios mineiros para o período, o que representa um aumento de 2,32% em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Boletim Mensal de Estatísticas da Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS) e foram divulgados nesta sexta-feira (2).

O número de pessoas presas também impressiona. De janeiro a julho de 2013 foram realizadas 5.534 prisões a mais em todo o Estado, em comparação ao mesmo período do ano passado. Um acréscimo de 13,26% nas detenções, que passaram de 36.205 nos seis primeiros meses de 2012 para 41.739 no primeiro semestre de 2013.
Apesar do alto número de homicídios, os registros de homicídios em Belo Horizonte caíram 19,49% nos primeiros sete meses deste ano. Na região metropolitana a queda foi de 1,5%: foram 1.066 ocorrências entre janeiro e julho de 2012 contra 1.050 em 2012.
O secretário Rômulo Ferraz espera estabilizar a criminalidade até o final do ano. “Temos conseguido diminuir todos os tipos de crimes desde abril, com perspectiva de ainda mais redução no segundo semestre.” Foram 2.243 homicídios no Estado entre janeiro e julho de 2012, contra 2.295 no mesmo período deste ano. Desde abril, os homicídios diminuíram 8,36% em Minas Gerais, passando de 323 ocorrências para 296. Na região metropolitana, o acumulado desde abril também aponta queda de 8% nas estatísticas de homicídios consumados. Foram 150 ocorrências de homicídios em abril deste ano nas Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) contra 138 em julho.
Entre os crimes violentos (agrupamento de sequestros e cárceres privados, roubos consumados, extorsão mediante sequestro, homicídios tentados e consumados e estupros consumados e tentados) e crimes violentos contra o patrimônio (roubos e extorsões mediante sequestro), também há quedas nos últimos três meses, apesar do aumento das taxas entre junho e julho. De acordo com o secretário, uma das dificuldades na redução da taxa de crimes violentos contra o patrimônio, principalmente, é a legislação vigente, que dificulta o acautelamento dos praticantes de roubo, levando-os a reincidência.
 O TEMPO

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