Quase duas semanas após chacina de família, crime continua cercado de contradições e mistérios

 R7
Nas fotos, Marcelo, principal suspeito dos crimes, aparece com o pai, sargento da Rota, e com a mãe, cabo da PMReprodução/Facebook
Logo que a Polícia Civil apontou Marcelo Eduardo Pesseghini, de 13 anos, como o principal suspeito de matar os pais — policiais militares —, a avó e a tia-avó e depois se suicidar, parentes, vizinhos, professores e a médica dele o descreveram como sendo um adolescente calmo, tímido e apegado à família. No entanto, os depoimentos ouvidos pelos investigadores durante esta semana traçaram um perfil diferente, de um rapaz agressivo e frio.
Inicialmente, o colégio Stella Rodrigues, onde o jovem estudava, divulgou uma nota dizendo que, no dia em que os corpos foram encontrados, “Marcelo se comportou normalmente como sempre”.
“Não deu nenhuma mostra de estar em choque. O que aconteceu, aconteceu fora do ambiente escolar! É incompreensível. Não houve indício que anunciasse nenhuma tragédia”, diz um trecho da nota. A escola também define Marcelo como “um garoto dócil, alegre, com boas relações com os colegas e com o corpo docente do colégio”, diz o texto.
Contradição
Em depoimento no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), na quinta-feira (15), a diretora da instituição deu outra declaração. Ela disse que o adolescente passou a ter um comportamento “estranho” desde abril. Segundo ela, ele teria ficado mais “fechado”. Na internet, pessoas se revoltaram com as afirmações feitas pela educadora.

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